Males Modernos e Males Necessários
Eu tenho rinite. Uma rinite que, ao longo do dia, evolui para sinusite. E tenho oito graus de miopia. É grau o bastante para a cirurgia virar o maior sonho da vida. Ah, como seria bom dormir assistindo tevê, acordar e ver o mundo. Eu também tenho três dentes do siso que não saem, não entram e ficam empatando a minha vida bucal. Ainda tenho a gastrite, que escolhe datas pontuais, como o Natal e a Páscoa, para atacar. Também sou constantemente acordada pela vilã do sono das pessoas que não comem banana ou se alongam mal: A Cãimbra Na Batata Da Perna. E, como se não bastasse, sou hipocondríaca, daquelas que só de ouvir a aspirina se dissolvendo na água já se sente melhor. Resumindo, eu pareço aquela música do Arnaldo Antunes. E, sim, o pulso ainda pulsa.
Mas sou perfeitamente normal. Se você me conhecer não vai dizer que eu sou essa verdadeira lista de efeitos colaterais de bula de remédio. Faço exercícios regularmente e tenho uma alimentação, hum, vamos pular essa parte. O importante é que eu consigo viver, trabalhar, namorar, dormir e me divertir. Ok, eu provavelmente não duraria muito tempo em uma savana africana, mas como pretendo ficar por aqui mesmo, consigo me virar com os recursos que a medicina moderna me oferece.
Viva as lentes de contato, o sorine, o dorflex, a descoberta da penicilina e a sabedoria dos mais velhos! Viva os médicos e sua imensa paciência com as minhas dúvidas vitais sobre como recuperar meu estômago até o Ano Novo – eu não vou tomar suco de melancia na virada! Viva as pastilhas, as pílulas, as pomadas, os xaropes, os protetores solares e os soros fisiológicos!
Tudo bem, bom mesmo seria não ter nada disso. Mas neste meu momento Pollyanna, a tendência é ver o copo meio cheio. Já que eu posso resolver minhas pequenas emergências diárias, enquanto não tenho condições de sanar o problema de uma vez por todas, por que não aproveitar?
Moderamente, claro. E, de resto, ficam as dicas de sempre: tome muita água, durma direito e viva feliz. Esse é o melhor remédio.
Mas sou perfeitamente normal. Se você me conhecer não vai dizer que eu sou essa verdadeira lista de efeitos colaterais de bula de remédio. Faço exercícios regularmente e tenho uma alimentação, hum, vamos pular essa parte. O importante é que eu consigo viver, trabalhar, namorar, dormir e me divertir. Ok, eu provavelmente não duraria muito tempo em uma savana africana, mas como pretendo ficar por aqui mesmo, consigo me virar com os recursos que a medicina moderna me oferece.
Viva as lentes de contato, o sorine, o dorflex, a descoberta da penicilina e a sabedoria dos mais velhos! Viva os médicos e sua imensa paciência com as minhas dúvidas vitais sobre como recuperar meu estômago até o Ano Novo – eu não vou tomar suco de melancia na virada! Viva as pastilhas, as pílulas, as pomadas, os xaropes, os protetores solares e os soros fisiológicos!
Tudo bem, bom mesmo seria não ter nada disso. Mas neste meu momento Pollyanna, a tendência é ver o copo meio cheio. Já que eu posso resolver minhas pequenas emergências diárias, enquanto não tenho condições de sanar o problema de uma vez por todas, por que não aproveitar?
Moderamente, claro. E, de resto, ficam as dicas de sempre: tome muita água, durma direito e viva feliz. Esse é o melhor remédio.
11/10/2007