Revista Mabe - junho/2009



Estrelas da quarta-feira

As jovens vozes femininas que vêm despontando no cenário da MPB mostram sua força nas Quartas Musicais Mabe


Música e cultura fazem parte de nossas vidas. Ou, pelo menos, deveriam fazer. Por acreditar nisso, a Mabe agora patrocina o Quartas Musicais, um projeto que nasceu em março de 2008 com o objetivo de criar um novo dia da semana para ouvir boa música e abrir espaços para as novas cantoras da Música Popular Brasileira - algumas já conhecidas do público, como Luciana Mello, Paula Lima e Luiza Possi, mas muitas revelações também, como Bruna Caram e Glau Piva. O projeto conta ainda com o apoio de Nova Brasil FM, NCL Norwegian Cruise Line, Tour House e Governo do México, que, assim como a Mabe, reconhecem o valor da cultura nacional e reafirmam a importância do papel das mulheres. Para Fernanda Afonso, o Quartas Musicais Mabe mostra a força da mulher brasileira, que precisa equilibrar vida pessoal, os cuidados com a casa, com a família e o trabalho.

Bom começo
A temporada 2009 do Quartas Musicais foi inaugurada com festa: no dia 8 de abril, além da apresentação da Mabe como patrocinadora, houve uma premiação para prestigiar e reconhecer nossas cantoras. Glaucia Nasser levou os prêmios de Cantora Revelação e Melhor Música, e Bruna Caram faturou Melhor Show e Melhor Cantora. E, agora, todo mês (confira a agenda), elas e outros talentos da nossa música vão apresentar seus sucessos.
Com esta iniciativa, a Mabe reforça seu apoio à cultura e às mulheres que representam bem seu produto, além de se aproximar ainda mais do seu público feminino, porque, afinal, unir beleza e força com tanta graça é coisa de multimulher.

(box cantoras)
Time de peso
As cantoras que tornam as quartas-feiras muito mais charmosas fazem parte da nova guarda da MPB. Conheça algumas delas:
(destaquinho) Bruna Caram – uma das grandes revelações da MPB dos últimos tempos, Bruna começou a carreira aos 9 anos de idade no grupo Trovadores Mirins. Em 2006, aos 19 anos, lançou seu primeiro CD “Essa Menina”, muito bem recebido por crítica e público, inclusive no Japão, onde foi lançado um ano depois. Daí em diante, Bruna não parou mais e continua encantando e surpreendendo.
Fernanda Porto – famosa pela inusitada mistura de bossa nova com drum’n’bass – o drum’n’bossa -, Fernanda surgiu no cenário da MPB em 2001, estourou mundialmente e, desde então, se mantém firme entre os grandes talentos da música.
Vania Abreu – irmã de Daniela Mercury, Vania surgiu na cena musical em 1991 com a Banda Biss, onde ficou até 1995, quando resolveu seguir carreira solo e ganhou força e reconhecimento próprios.
Glau Piva – com 3 álbuns lançados (em 2002, 2006 e 2008), Glau é multi: cantora, compositora, professora de música e instrumentista. Tanta atitude fez sucesso entre os amantes da MPB e rendeu a Glau grande reconhecimento, tanto entre o público quanto entre o meio artístico.

(box agenda)
Agenda 2009
Confira a programação do Quartas Musicais para este ano

Bruna Caram – 10 de junho
Luiza Possi – 8 de julho
Mariana Aydar – 12 de agosto
Ana Cañas – 9 de setembro
Luciana Mello – 14 de outubro
Paula Lima – 11 de novembro
Roberta Sá – 9 de dezembro
Teatro das Artes, no Shopping Eldorado, às 21h

*Sem edição.
Revista Cyrela - junho/2009
A moda da casa

Estilistas brasileiros ultrapassam os limites da moda e levam suas formas e cores para o universo da arquitetura e decoração, proporcionando um respiro moderno e muito criativo a artigos para casa.


Estilistas fazendo decoração não é uma novidade: desde os primórdios do século 21, Armani, Versace, Donna Karan, entre outros nomes de peso do universo da moda já se arriscavam a criar mobiliários com suas respectivas identidades, ou seja, acompanhados pelo mesmo glamour, extravagância e, claro, preço das grifes. Alguns anos depois, a iniciativa voltou, mas com uma cara renovada e a marca da exclusividade de grandes nomes da moda brasileira, que mostram também seu talento nos artigos para casa – de almofadas e louças a grandes peças de mobiliário. Parcerias como Adriana Barra e Micasa, André Lima e Firma Casa, Alexandre Herchcovitch e Tok&Stok resultam em uma fórmula de sucesso à prova de falhas: design único, destinado a transformar salas, cozinhas, quartos e banheiros em espaços exclusivos.

Adriana Barra
A estilista, conhecida por suas criações diferenciadas e ultrafemininas, levou toda sua graça para a Micasa, loja de design de São Paulo. A parceria começou há 3 anos, oriunda da vontade de Adriana de procurar novos ares combinada à constante busca da Micasa de criar relações entre o universo do mobiliário contemporâneo e outras áreas da cultura. O primeiro resultado foi o desenvolvimento de uma linha de estampas para tecidos e uma edição exclusiva de pranchas de surfe. Em outubro passado, Adriana e Micasa uniram-se novamente para lançar uma série limitada de mobiliário e minigeladeiras customizadas assinadas pela estilista. As peças em destaque - armários, mesas de jantar e de centro e aparador – receberam as conhecidas estampas de Adriana. As minigeladeiras são um caso à parte: ela desenvolveu peça por peça, todas com design retrô e com imagens que vão desde desenhos animados e ícones fashions até suas estampas e grafismos. Para a estilista, esta conexão entre moda e design permite que as pessoas expressem seu estilo de vida tanto na maneira de se vestir como na de decorar sua casa.

André Lima
Arquiteto de formação, André rendeu-se finalmente às artes da casa e desenvolveu uma linha especial para a não menos badalada Firma Casa, que vai de tecidos e almofadas a mobiliários. A paixão por arquitetura e decoração é antiga e seguir este caminho parecia inevitável. “A inspiração para a composição das minhas roupas vem bastante de concepções arquitetônicas”, conta o estilista. André começou criando almofadas para a Firma Casa despretensiosamente e deu tão certo que estendeu seu trabalho a tecidos e, em seguida, em parceria com o arquiteto Maurício Arruda, aos móveis, que já são reconhecidos pela sua marca registrada: a exuberância das cores e formas e a sofisticação das raízes brasileiras, mesmas características que inspiram suas roupas. “A linguagem das minhas peças podem ser aplicadas em diversos formatos, a tudo que eu faço”, diz. Para o futuro, podemos esperar mais tecidos, que, para André, é o carro-chefe dessa onda de decoração. “Quero trabalhar com mais intensidade aqui no Brasil, acrescentar estampas, aumentar a linha. Também penso em começar a exportar, é uma vontade grande”, conta o estilista, pronto para ganhar o mundo com suas criações.

Alexandre Herchcovitch
Alexandre, figura permanente no topo fashion, levou para os produtos da Tok&Stok a mesma inspiração que caracteriza tão bem suas roupas: criações inusitadas e democráticas, mas não menos rigorosas na modelagem, corte e seleção de matérias-primas – o que combina, e muito, com o estilo da Tok&Stok. Esta parceria, iniciada em 2005, já gerou uma infinidade de produtos com a marca de Alexandre: copos, canecas, xícaras, vasos, pratos, bowls, sofá, poltrona, pufe, entre outras peças que levam a mesma estampa das roupas do estilista. Um dos seus últimos lançamentos, no final do ano passado, foi a linha de louças Lâminas e Safari, com estampas inspiradas na África, vindas diretamente das Coleção de Verão 2007 Feminina e Masculina. Reciclar sem repetir, adaptar sem perder a identidade, democratizar sem padronizar são outras características da arte única de Herchcovitch. E que venham mais produções desta dupla.

Do lado de lá.
Enquanto estilistas fazem as vezes de decoradores, arquitetos, designers e artistas plásticos levam sua criatividade para o mundo da moda em um troca-troca que agrada – e muito – a fashionistas e apaixonados por casa e decoração.

Irmãos Campana
Fernando e Humberto Campana figuram entre os convidados ilustres da Melissa, que com seu plástico modernoso e divertido, criou a fórmula ideal para a dupla de designers criar produtos interessantes e democratizar sua criatividade, levando arte para as ruas e transformando suas sandálias em objetos de desejo que vão do estiloso ao sofisticado. Grandes fãs do plástico e reconhecidos mundialmente pelo trabalho com matérias-primas reutilizadas, os Irmãos transformaram algumas de suas criações mobiliárias em sandálias que, rapidamente, se tornaram um must have. A parceria começou com o lançamento da Campana Zig Zag: a sapatilha, a bolsa e, depois, a versão salto alto conquistaram as brasileiras. Em seguida, veio a Campana Favela, repetindo o sucesso da Zig Zag e, hoje, um clássico da Melissa. O terceiro modelo, a Melissa Sapatilha Campana, inspirada na premiada poltrona Corallo, se tornou um sucesso absoluto. Para a coleção inverno deste ano, a parceria continua e traz a uma reedição da Melissa Carioca, sapatilha formada pela sobreposição de pequenas lascas de plástico, como a cadeira feita em madeira na qual foi inspirada. A Melissa Sapatilha Campana também volta, encantando com novas cores desde as meninas descoladas a mulheres em busca de looks diferenciados.

Zaha Hadid
Um dos maiores nomes da arquitetura mundial, Zaha Hadid, emprestou suas formas também à Melissa. A peça, a sandália Melissa + Zaha Hadid, promete ser um dos acessórios de moda mais desejados da temporada. De acordo com a arquiteta, a inspiração foi em movimentos fluidos que acompanhassem as linhas do corpo. Para ela, a fluidez do seu design combinou perfeitamente com a tecnologia do plástico da Melissa, injetando peças sem emenda ou costura. A cartela de cores foi selecionada especialmente pela arquiteta e traz amarelo, verde, vermelho, roxo, preto, branco, azul marinho e prata. Esta é a primeira empreitada de Zaha ao mundo da moda e, para ela, criar o calçado proporcionou diferentes formas de expressar suas ideias. Zaha participa de outro projeto ligado à moda, ainda que indiretamente: é dela o pavilhão futurista, que passa por Hong Kong, Tóquio, Nova York, Londres, Moscou e Paris como sede do Chanel® Mobile Art, onde vários artistas mostram suas interpretações da clássica bolsa da marca.

Calu Fontes
A artista plástica, que traz belas composições em materiais como xícaras, vasos, pratos, moringas e vasilhas, estendeu suas ilustrações às lingeries da Verve. Calu, que busca inspiração na natureza e em elementos oníricos, emprestou sua delicadeza a calcinhas, sutiãs, tops. O encontro foi quase casual: a Verve adorava as ilustrações de Calu, mas desconhecia a artista por trás das obras. Quando descobriram, resolveram fazer o convite. Calu conta que demoraram para sentar e começarem a desenvolver as ideias, mas o processo fluiu naturalmente e resultou na coleção de verão que traz as conhecidas estampas florais e elementos delicados. “Para mim, é muito interessante ver minha arte aplicada em outras formas”, diz Calu. A artista plástica pretende continuar este trabalho e ainda quer levar suas ilustrações a novos patamares. “Quero expandir a produção, desenvolver tecidos, criar novas estampas”, conta. E que venha a nova arte!
*Sem edição.
Revista Studio W - abril/2009

Chega mais

Conforto e design são duas características absolutamente necessárias nos móveis dos nossos sonhos. De olho no nas tendências, nos clássicos e nos eternos, a W selecionou algumas peças raras, deliciosas e muito convidativas. Entre e fique à vontade


De pernas para o ar. Esta sala fantástica foi montada pelos designers Sidnei Pereira e Roseane Sanches, da Design Duo (www.designduo.com.br, 11 4330.9575), para a mostra Pólo Design Show 2008, em São Bernardo do Campo. Destaque para o colchão no fundo cheio de almofadas e a televisão no teto. Um sonho!


Sofá Block
Para deitar e rolar.
O Block é um convite ao conforto e ao relaxamento. Com mais de dois metros de comprimento e um de profundidade, abriga toda a família ou, para quem preferir, muitos amigos. Além de ser multifuncional: sua composição permite diversos usos, já que conta com um tatame ao seu redor como apoio, fazendo as vezes de mesa ou assento. Este sofá dispensa concorrentes, o ambiente é só dele! Claro, pode ser acompanhado de uma super tevê ou até de uma mesinha lateral, mas nada que atrapalhe seu show. O Sofá Block é feito de lona, linho e bouclé, com capas de velcro laváveis, foi criado pelos designers Marcus Ferreira e Rodrigo Ferreira, e é da Decameron Design –
www.decamerondesign.com.br – 11 3097.9344/ 3097.8994


Cine Sofá
Honra ao mérito.
Ganhador do prêmio Salão Design Casa Brasil, em 2007, com menção honrosa, o Cine Sofá é puro luxo. Feito de inox estofado, forrado com algodão e com 3m20 de comprimento e 1m10 de largura, o móvel tem design super arrojado e sofisticado, mas sem abrir mão do conforto, ou seja, pode ser tanto a peça principal de uma área social, para receber os amigos, quanto de uma área mais íntima, só para a família. A criação é do designer Marcus Ferreira, da Decameron Design, e está à venda na Ovo –
www.ovo.art.br – 11 3045.0309


Chaise Rippa
Estrela da casa.
A premiadíssima criação do designer Marcus Ferreira para a Decameron Design alia conforto a um design inovador. A vencedora da edição brasileira do prêmio IDEA – International Design Excellence Award ainda concorre a diversos outros prêmios pelo mundo. O grande charme da peça fica por conta de sua base, feita de madeira de ripa com os desenhos em ziguezague, que sustentam o sofá, com capa removível de linho. A idéia é que, onde quer que esteja, a Chaise Rippa marque presença por seu diferencial: sofisticada na varanda, casual na sala, tornando-se, descontraidamente, a grande estrela do ambiente. Na Decameron Design –
www.decamerondesign.com.br – 11 3097.9344/ 3097.8994


Sofá Togo
Para sempre.
O Togo é um clássico do conforto, não é à toa que é um dos sofás mais vendidos do mundo, chegando à marca de 2 milhões de exemplares. Apesar de não ser uma novidade, com 37 aninhos, é considerado um sofá jovem, ícone do Design Contemporâneo. O Togo é muito versátil, combina com qualquer ambiente e pode ser utilizado de diversas maneiras, adaptando-se a todos os gostos e estilos, além de existir em uma infinidade de tamanhos. Você pode misturá-lo com outros móveis ou fazer uma composição como a da foto - fica linda, chique e muito moderna! Estes são da Ligne Roset –
www.ligneroset.com.br – 11 3032.6882


Poltrona Fardos
Releitura clássica.
A Fardos, além de deliciosa, é exclusivíssima: uma reedição da Etel da peça criada em 1968 pelo designer Ricardo Fasanello, um ícone dos anos 70. Apesar de antiga, sua cara é super atual e combina com um ambiente moderno. Esta é uma daquelas peças para a vida toda: linda, confortável, durável e mega inspirada! Item indispensável na salinha de fashionistas e descolados. Na Etel - Al. Gabriel Monteiro da Silva, 1834 – São Paulo - tel.: 3064 1266


Origami Pouf
Estilo na casa.
O Origami Pouf é resultado de uma transição da moda para a decoração do estilista André Lima, que o concebeu, entre outros móveis, especialmente para a Firma Casa. Superfã de decoração, ele se tornou o primeiro estilista brasileiro a assinar uma linha completa. Este pufe é uma bela amostra de como a química deu resultado. Feito de espuma e linho natural, o Origami mede 1,20m de largura e 0,32 de altura. Superconfortável, lindo e muito elegante, com o já conhecido bom gosto de André Lima. Na Firma Casa –
www.firmacasa.com.br – 11 3068.0377


Stressless
Tecnologia clean.
Com típico design escandinavo, a Stressless oferece um sistema exclusivo e especial que permite o máximo de relaxamento em diversas posições, variação possibilitada pelo Plus System. Você pode se esticar e descansar completamente ou assistir televisão, ler ou usar o computador em uma posição mais confortável. Além disso, o sistema especial de sustentação da lombar garante a postura correta. Tanta tecnologia, conforto e funcionalidade renderam à Stressless o apoio da Associação Americana de Quiropraxia (ACA). Relax total com segurança! Na Ekornes –
www.ekornes.com.br – 11 3755.1075


Poltrona Calin
Nas nuvens.
Criada pelo designer Pascal Mourgue para a Ligne Roset em 1995, a poltrona Calin é, de fato, tão macia quanto um travesseiro. Com design suave e moderno, deixa qualquer lugar mais aconchegante. Além disso, é muito prática: as fronhas são removíveis, o que facilita bastante a limpeza. Para deixar seu ambiente com a sofisticação da sala e o conforto do quarto. Na Ligne Roset –
www.ligneroset.com.br – 11 3032.6882

*Sem edição.

Matéria revista Fut! (Lance) - novembro/2008

Metamorfose
Além do avanço da Medicina e das novas tecnologias, as mudanças de comportamento, costumes e evolução da sociedade são essenciais para determinar o desaparecimento de algumas doenças e o surgimento de outras.


Quais doenças estão fadadas a sumir? O que é preciso para dizimar ou diminuir a incidência de enfermidades? E qual é o nosso papel – da humanidade, não só Medicina – nessa história?
Entrevistamos o Dr. Paulo Olzon, Chefe da Disciplina de Clínica Médica da Unifesp, para entender melhor quais são as causas que colaboram para que algumas doenças deixem de existir e, em contrapartida, outras apareçam. “Existe uma tendência de doenças infecciosas desaparecerem, mas, por outro lado, fatores como poluição, alteração das condições naturais do meio ambiente, superpopulação e expectativa de sobrevida do homem favorecem o surgimento de novas doenças”, diz.

Risco de extinção
O Dr. Paulo aposta no desaparecimento, em cerca de 10 anos, de doenças infecto-contagiosas, como sarampo, caxumba, rubéola, catapora entre outras, a exemplo da varíola, erradicada em 1980 por meio de vacinação.Segundo ele, dois fatores são responsáveis pela redução dessas doenças: melhora das condições de saneamento básico, refreando a contaminação pela água; e vacinação em massa, evitando o contágio.


O que nós temos a ver com isso?
Provavelmente, somos culpados pela resistência desse tipo de doença, já que elas só são contraídas por contaminação. Ou seja, se um cidadão viaja para outro país onde esteja ocorrendo alguma epidemia e ele não estiver vacinado, é contaminado e, quando volta para casa, espalha a doença para outros tantos. “Este é o risco da Globalização. Apesar de facilitar a eliminação de doenças, também acaba contribuindo para a disseminação”, diz Dr. Paulo. Mas, graças à vacinação em massa, que pode conter qualquer tentativa de epidemia, a previsão é que, em médio prazo, essas doenças sumam de vez.

AIDS
A AIDS é um caso à parte. Apesar de seu fantasma não ser tão assustador quanto o de 20 anos atrás, é uma doença que dificilmente sumirá, já que o infectado é um portador crônico. E, ainda que seja de difícil contágio – para se ter idéia, apenas 30% dos bebês de mulheres soropositivas contrai o vírus -, não é possível controlar o comportamento dos soropositivos, até porque muitos se concentram em lugares com pouco acesso a informações, educação sexual e cuidados básicos.

Tempos modernos
Hoje, existem dois cenários paralelos, mas que funcionam basicamente um em função do outro. De um lado, temos a vida moderna: estresse, trânsito, excesso de trabalho, má alimentação, sedentarismo, avanço incessante da tecnologia. De outro, a onda de qualidade de vida, bem estar e suas vertentes, que veio com a proposta de amenizar os efeitos da primeira. Mas a falta de equilíbrio das duas partes acaba, a curto ou médio prazo, trazendo conseqüências como o aumento da incidência de algumas doenças e criando novas. “A preocupação excessiva com a saúde também é uma doença. Hoje, temos um avanço impressionante de hipocondríacos.”, diz Dr. Paulo. Ou seja, dosar nossas atitudes ainda é o melhor remédio, sobretudo como forma de prevenção.

Vida longa
A nova expectativa de longevidade do homem aumentou, ironicamente, os casos de doenças neurodegenerativas – como Mal de Parkinson, Alzheimer -, doenças cardiovasculares e câncer. Por outro lado, a mortalidade tardia alavanca os estudos de genética, facilitando os estudos e promovendo novas descobertas.


Somos o que comemos
Gordura trans, sal, corantes são alguns dos venenos que ingerimos diariamente. “Hoje, os alimentos são desenvolvidos para serem, antes de tudo, saborosos e atraentes. O saudável fica em segundo plano”, diz o Dr. Paulo. Daí ocorre um crescimento inesperado de enfermidades sem uma especificação clara do motivo, como o aumento de casos de problema na tireóide, por exemplo, que pesquisas já apontaram o iodo em excesso no sal como possível culpado.


Novos nomes, velhas doenças
Fala-se muito de males modernos, provocados pela vida corrida e cada vez mais solitária do homem da cidade: Síndrome do Pânico, TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), Bipolaridade. Segundo o Dr. Paulo, essas doenças são mais antigas do que se tem notícia, o que mudou foi a forma de chamá-las, o que acabou determinando novos nichos no mercado farmacêutico. “As pessoas sofrem de pânico faz tempo, isso não é novidade. O que aconteceu é que definiram-se novos nomes para identificar essas doenças”, diz.


O que nós temos a ver com isso? Tudo, já que muitas de nossas ações podem gerar conseqüências inesperadas e em menos tempo do que imaginamos. Não existe uma receita exata nem um futuro certo. Nossos hábitos, vícios, cultura, comportamento e educação interferem bastante no caminho da Medicina em busca de novas soluções e prognósticos mais corretos. Isso significa que sempre esperaremos por curas revolucionárias e descobertas fantásticas, mas é essencial fazermos nossa parte. Sem exageros.



Crédito: Dr. Paulo Olzon Monteiro da Silva (Chefe da Disciplina de Clínica Médica da Unifesp)

Fonte:
-Dr. Paulo Olzon
- http://jmr.medstudents.com.br/variola.htm

Serviço:
Dr. Paulo Olzon
Tel.: (11) 5539 5200
*Sem edição.
Mangá BIC

Projeto desenvolvido para a BIC. Criamos um hotsite, o BIC Mangá, com a seguinte promoção: "Dê um nome para o mangá da BIC e concorra a um PlayStation 3 e a um PlayStation Portátil".
Fui responsável pelo roteiro do Mangá a partir do 2º capítulo. A arte é da Escola de Mangá ÁreaE.



PRÓLOGO




Vídeo promo Joss Stone

video
Introdução do Projeto About Us - Entretenimento a favor da sustentabilidade.

Sobre o mundo
Sobre a natureza
Sobre a água
Sobre o ar
Sobre a terra
Sobre a herança
A herança que deixaremos
Sobre as futuras gerações
Sobre nós
About Us.


About Us vai além de questionar o homem e cobrar suas ações futuras. About Us vai além de pensar formas de preservação do meio ambiente e iniciativas sustentáveis.

About Us é um projeto de nós para nós. É um projeto que incentiva a união, que visa mais do que o futuro do planeta. Visa o futuro da humanidade.

O que queremos para nós? O que queremos deixar para nossos herdeiros?
Cuidar do planeta é mais do que pensar nele. É pensar em nós.

Além das expectativas

MONDO Entretenimento traz RBD ao Brasil, que emociona fãs com megashows na Via Funchal

Qualquer superlativo para descrever o show do RBD é pouco. Fila gigantesca. Fãs histéricos e extasiados. Performance exuberante. Casa lotada. Tudo isso e mais um pouco retratam o que foram os dias 10 e 11 de maio na Via Funchal, em São Paulo. No seu terceiro ano consecutivo pelo Brasil, o RBD mostra que ainda é um fenômeno. No dia 10 de maio, o show da turnê “Empezar desde Cero“ começou pontualmente às 20h. Dulce, Anahí, Maite, Christopher, Alfonso e Christian entraram no palco por trás das cortinas translúcidas, que caíram no começo da música de abertura, “Fui La niña”. Parecia então que, para muitos, um sonho estava se realizando. Os gritos, choros, aplausos e coros perfeitos das canções provaram a devoção dos fãs. O sexteto correspondeu à altura: faziam declarações de amor, acenavam, sorriam, pegavam as coisas que jogavam no palco. Christian gritou para o público: “É impressionante. É tanto amor de vocês. Brasil, eu te amo”. A sintonia do grupo era visível, todos os passos, trocadas, vocais foram executados com perfeição. O figurino foi uma atração à parte, ora multicoloridos, ora combinados entre eles e até com o uniforme da novela. Quem teve a chance de ver bem de pertinho, não se decepcionou: as meninas são realmente lindas e os meninos muito charmosos, exatamente como na televisão. Anahí recebeu atenção especial: a musa completa 25 anos no dia 14 de maio e o público fez diversas homenagens, empenhando faixas e cantando o “Parabéns a você“ em um grande coro. A musa, muito emocionada, agradeceu com lágrimas nos olhos. Dulce Maria também marcou presença ao fazer uma apresentação solo, acústica de “No pares“. O público, claro, foi ao delírio. Dulce também se emocionou bastante, chorou e agradeceu o carinho dos fãs. Após quase duas horas de show, o grupo parecia finalizar com “Trás de mi“, mas, a despeito das luzes apagadas, eles voltaram e fehcaram a noite com “Rebelde“, primeiro grande sucesso da banda. Agora, depois das três apresentações em São Paulo, eles seguem para shows em Manaus, no dia 14, e em Belo Horizonte, no dia 17, com a certeza de que o sucesso continua. Será que ano que vem tem mais?

Motorola e Claro trazem Fergie para show exclusivo em São Paulo

A musa encanta os fãs em noite especial na Via Funchal

A Mondo Entretenimento produziu uma ação especial para Motorola e Claro no Brasil: trouxe a Fergie, que cantou os sucessos de seu CD “Fergie as The Dutchess” para um público exclusivo. A cantora veio para promover o novo aparelho da Motorola, o motorokr U9 e as primeiras mil pessoas que comprassem o celular ganhavam um par de convites para o show. A Mondo, aliando suas duas frentes de trabalho – Mondo Live e Mondo MP -, desenvolveu uma ação personalizada de ativação de marca para Motorola e Claro. Além da produção do show, a agência foi responsável pela criação da ação de bluetooth e da cenografia, transformando o local em um ambiente intimista e com cara de lounge, além de fazer um trabalho especial para adequar a linguagem e conteúdo relacionando a Fergie à Claro e à Motorola. Os convidados puderam conferir, no evento, as exposições das marcas e produtos que estavam espalhadas pela Via Funchal.

O Show
Dia 13 de março, quinta-feira, às 20h30, a Via Funchal já estava lotada de pessoas de todas as idades, mas na maioria adolescentes, que aguardavam ansiosamente o show da Fergie, previsto para começar às 22h. Esta foi a primeira apresentação solo da cantora no Brasil, o que causou uma grande expectativa nos fãs. Com um repertório que foi desde as canções de seu disco “Fergie as The Dutchess”, como “Fergalicious”, “Clumsy”, “London Bridge”, passando por Black Eyed Peas, com sucessos como “Don’t Lie”, “Don’t Phunk With My Heart” e “Where is The Love”, Fergie surpreendeu incluindo alguns clássicos do rock como “Black Dog” do Led Zeppelin, “Start Me Up” do Rolling Stones, “Live or Let Die” do Paul McCartney, conhecida pela versão do Guns’n’Roses, entre outras. Fergie tem uma presença de palco incrível, ela brinca, conversa, se emociona com o público e repete diversas vezes o quanto ama o país. Prestou homenagem ao Black Eyed Peas e chorou quando cantou “Big Girls Don’t Cry”. Acompanhada por dois casais de bailarinos e uma banda, a cantora desenvolve uma performance impressionante, dando piruetas, estrelas e dançando muito. Depois de cerca de 1h de show, Fergie deixou o palco sob os aplausos e coros de “Fergie” da platéia. Em seguida, entrou a dupla Sexy Beats, fazendo o público dançar muito e fechando a noite com chave de ouro.

O show do ano

Bob Dylan e sua banda lotam Via Funchal em apresentações históricas

No dia 5 de março, por volta das 22h, Bob Dylan abre o show da turnê Never-Ending Tour, em São Paulo, com a música “Leopard-Skin Pill-Box Hat”, de 1966, para um público de mais de 3 mil pessoas.

Dylan é um gênio. E sua banda acompanha sua genialidade. Algumas pessoas dançam, outras ficam hipnotizadas e outras se emocionam com clássicos como “Masters of War” e "Things have changed" e canções novas como "The levee's gonna break" e "Spirit on the water" de seu disco de 2006, Modern Times. O ponto alto da noite fica por conta de “Like a Rolling Stone”, quando a platéia, em pé, batendo palma, canta, em uníssono, o refrão de uma das canções mais famosas de Dylan e de sua própria época. Momento marcante, inesquecível para os presentes.

Dylan é reservado, faz uma viagem na própria concentração. É capaz de criar um show intimista para um grande público, trazendo uma sensação de particularidade. Ele arrisca alguns passos, mas limita-se a “thank you” e “good night”. Mas quem acompanha a carreira do astro, já esperava por isso. Tanto quanto a estatueta do Oscar sobre o amplificador, que o cantor sempre leva consigo nos shows, prêmio por “Things have changed” – melhor canção – do filme “Garotos Incríveis” em 2001.

Dylan começa o show na sua posição histórica, de guitarra em punho, e depois troca pelo teclado, onde fica o resto da apresentação. Quando ele começa a tocar sua célebre gaita, o público retribui com palmas e gritos. É realmente fantástico ver, ao vivo, Bob Dylan e sua gaita.

Dylan fecha o show com “All Along Watchtower”, outro clássico, deixando uma platéia eletrizada e, sem dúvida, feliz.

No dia 6, lotando novamente a Via Funchal, Dylan volta mais animado, brincando com a platéia e cantando outros sucessos. Abriu o show com “Rainy Day Women 12th & 35”, seguido por “Lay Lady Lay”. Com seu sotaque, sua roupa, botas e chapéu típicos do cenário western, Dylan conferiu um ar country ao espetáculo, acompanhando grande parte de suas baladas.

No final do show, que durou quase duas horas, os músicos levantaram novamente o público com “Like a Rolling Stone”, ainda mais empolgado do que no primeiro dia. E, finalmente, fechou com a tão esperada “Blowin’In The Wind”.

A emoção do público ia além das músicas, era estar ali, cara a cara com o mito, a chance de apreciar ao vivo canções que marcaram décadas e décadas. Por si só, Dylan já valia o show, mas contando ainda com sua grande performance ao vivo e sua mais do que competente banda, transformou o evento em um espetáculo inesquecível.

Iron Maiden lota Parque Antártica e promete mais

Lendária banda emociona 40 mil fãs e mostra que ainda está em plena forma

Desde a noite de quinta-feira, 28 de fevereiro, várias barracas já rodeavam o Parque Antártica na fila pelo mais do que aguardado show do Iron Maiden, cujos ingressos foram esgotados no fim de 2007, na primeira semana de vendas.

A apresentação, que aconteceu no domingo, 2 de março, foi impecável em todos os sentidos. Nem a chuva forte tirou a animação do público. Além do estádio lotado, tinha gente nas janelas, sacadas e coberturas dos prédios vizinhos, aproveitando a vista privilegiada.

A abertura do show ficou por conta de Lauren Harris - filha do baixista Steven Harris - e sua banda, que entraram pontualmente às 19h e cumpriram muito bem o papel de animar a platéia e aquecê-la para o grande espetáculo.

Às 20h, sob gritos e aplausos dos fãs, entram no palco Bruce Dickinson (vocais), Steve Harris (baixo), Dave Murray, Adrian Smith, Janick Gers (guitarras) e Nicko McBrain (bateria).

A banda britânica abre o show com “Aces High” seguida pela sempre esperada “2 Minutes to Midnight”, já deixando o público bem satisfeito. A performance de Dickinson é um espetáculo à parte, conversa, brinca e agradece muito, sempre reverenciando os fãs brasileiros pelas bilheterias esgotadas em tempo recorde.

O público ainda agita com canções históricas como “Trooper”, “The Number of The Beast”, “Heaven Can Wait” e, claro, “Fear of the Dark”. Todas executadas com a perfeição que os fãs esperavam. A energia e entrosamento do grupo estavam bem evidentes: as três guitarras funcionaram muito bem juntas, acompanhadas pelo baixo explosivo de Harris e pela bateria cheia de personalidade de Nicko, que, aliás, quando foi apresentado por Dickinson ao público, ouviu um coro de seu nome.

Eddie, The Head
Apesar de sua aparição constante nas apresentações do Iron, o imenso robô surpreendeu o público com sua entrada na música “Iron Maiden”, como de costume. O mascote do grupo roubou a atenção da platéia e comprovou a estrutura cinematográfica do espetáculo.

O final e a promessa
A banda ainda retornou ao palco para o bis com “Moonchild”, “The Clairvoyant” e “Hallowed be thy name”, anunciando uma surpresa: a banda voltará ao Brasil em um ano com um show ainda maior.

Depois de 1h45 de apresentação, o Iron se despede sob os gritos e aplausos de 40 mil fãs. E, no dia seguinte, a banda embarca no avião de Bruce Dickinson - pilotado pelo próprio - rumo à Curitiba e Porto Alegre, mostrando que ainda tem fôlego e talento para muitos shows ainda.




My Chemical Romance e a turnê The Black Parade no Brasil

A banda americana supera expectativa dos fãs com shows eletrizantes em São Paulo e Rio

Mais incrível do que a qualidade do som, da performance, dos sucessos e da presença de palco do grupo – sobretudo do vocalista Gerard Way -, foi o entrosamento quase empático entre banda e público. Os fãs sabiam todas as letras, imitavam os gestos e respondiam, sincronizados, aos incentivos do cantor, que também não fez feio, conversando, agradecendo, interagindo e pegando, de bom grado, tudo o que jogavam no palco – camisetas, bilhetes, lenços entre outras coisas. O cenário lembrava os históricos shows de antigamente: muitos gritos, lágrimas e desmaios. Todos de felicidade, claro.
Em apresentações com cerca de 1h40 de duração, os meninos tocaram as músicas do disco The Black Parade e algumas dos discos anteriores - I Brought You My Bullets, You Brought Me Your Love e Three Cheers For Sweet Revenge – sob a vibração contínua da platéia.
O público era na maioria adolescente. Muitos acompanhados dos pais que, vez ou outra, arriscavam cantar junto nos refrões e ensaiavam alguns passos mais tímidos, contagiados pela força da música e alegria da platéia que, a despeito das músicas mais sombrias – marca registrada do grupo –, manteve-se constante.
A banda alternou entre hardcores e baladas com canções que, sem dúvida, estavam na ponta da língua de cada espectador: I'm Not OK (I Promise), Welcome to the Black Parade e I Don't Love You foram alguns dos sucessos que arrancaram gritos e lágrimas. E ainda houve um momento mais do que especial quando Gerard dedicou a música Teenagers ao desenhista brasileiro Gabriel Bá, seu parceiro na HQ The Umbrella Academy, publicada nos Estados Unidos.

Sob os pedidos incessantes da platéia, a banda, na famosa volta final, encerrou o show com a tão esperada Helena, fechando com chave de ouro noites de emoções. “So long and good night!”.


Hilary Duff faz mega shows da turnê Dignity pelo Brasil

A musa teen marcou presença em São Paulo – 21 e 22 de fevereiro - e no Rio – 24 de fevereiro - com apresentações incríveis lotando as casas de show. Desde seus diversos modelitos fashion até a performance de seus bailarinos, o show foi impecável e fez vibrar, dançar, cantar e se emocionar milhares de fãs.

Meninas e meninos que sabiam de cor as letras e coreografias, acompanharam com grande entusiasmo o show de Hilary, ainda mais convencidos de seu talento. Alguns pais, mais animados, também arriscavam seus passos, contagiados pela música dançante.

A multidão chacoalhou ao som de sucessos como “Play with fire”, “Wake up”, “So Yesterday”, “Gypsy Woman” e até uma versão inusitada de “Three Little Birds” de Bob Marley. Hilary declarou emocionada no palco que ficou muito feliz e surpresa com a reação calorosa da platéia.

Ao final de cada show, uma surpresa especial reservada para alguns sortudos fãs da loirinha: um encontro pessoal com a própria Hilary, que tirou fotos e distribuiu autógrafos, muito animada com a recepção que teve no Brasil.

Hilary cantou e encantou. E deixou sua marca no coração dos fãs brasileiros. Inesquecível!


Fatboy Slim leva o melhor da música eletrônica para Belém

Um dos maiores ícones da música eletrônica mundial, o DJ Norman Cook, mais conhecido como Fatboy Slim, agitou o Cidade Folia em Belém, em 20 de janeiro.

Durante 1h40, o DJ fez as mais de 3 mil pessoas presentes cantarem e dançarem – junto com ele – seus maiores sucessos, como “Praise You”, música que abriu o show, “It just won’t do” e, principalmente, com o remix especial da música-sensação “Rap das Armas”, do filme Tropa de Elite.

O público vibrou com a simpatia e simplicidade de Fatboy Slim, que tocou descalço, rolou no chão e aceitava de bom grado tudo o que jogavam no palco, como um par de óculos que ele, prontamente, colocou no rosto.

O visual tecnológico do show colaborou para o clima de balada a céu aberto: cenários psicodélicos recheados de leds, efeitos de iluminação e a empolgação dos fãs que, com certeza, marcaram o show.

Fatboy Slim começou o ano muito bem. E a galera de Belém também!

Matéria VIP

O Barato do Bem

Você, homem antenado, já deve ter visto por aí um monte de gata famosa fazendo trabalhos sociais, envolvidas em causas nobres e humanitárias. O que é isso, afinal? Gostosas engajadas? Sim! Descubra o grande lance do voluntariado e engaje-se você também.

Karina Bacchi, dona do brinquinho mais bacana da História, já posou para o calendário da ONG da mãe dela, a Florescer. A gatíssima internacional Isabela Fiorentino e a bonequinha Gabriela Duarte são voluntárias no Instituto Nina Rosa. Até Luana Piovani, ah, Luana, com todas suas loucuras, egotrips e namorados, faz um trabalho muito bonito como madrinha do Instituto da Criança. As chicas latinas Salma Hayek e Penélope Cruz também entraram na dança lutando contra a violência doméstica e outras causas femininas. Sem contar a poderosíssima Angelina Jolie, que não satisfeita em ser bonita, gostosa e rica, ainda resolveu ser boa, tão boa que foi nomeada Embaixadora da (tcharam) Boa Vontade da ONU. E mais uma legião de belas que andam por aí mostrando que são muito mais do que rostinhos – e corpinhos – bonitos. E você? Que agora deve estar sentado confortavelmente, lendo sua VIP, e que cujo pensamento mais importante é: será que a minha cerveja já está no ponto?
Acorda, rapaz. O mundo também precisa de você.

Macho Samaritano
Ok, você já deve ter percebido que essa história de gostosas bacanas foi só um pretexto para chamar a sua atenção para um assunto sério. Mas as gatas são exemplos de que não importa o que você faça ou quem você seja. Na busca por um mundo melhor, a responsabilidade social tornou-se um dever de todos. Inclusive seu.
As causas que justificam essa necessidade são as mais diversas: milhões de pessoas, no Brasil e no resto do mundo, sofrem com a miséria, fome, frio, violência, doenças, abandono, abusos, enfim, problemas de todos os tipos. E muito mais sérios do que você pensa. Fora isso, o planeta também pede socorro. Milhares de entidades lutam pelas causas em prol do meio ambiente e dos animais.
As famosas ONGs – Organizações Não-Governamentais são fundadas por gente que procura melhorar essa situação e, apesar de muitas instituições serem extremamente bem-sucedidas, ainda tem um monte delas carente de fundos, apoios e... voluntários. E é aí que você entra. Se você não é um milionário que pode doar tufos de dinheiro para entidades, atue como voluntário. Não precisa ter nenhum talento especial, qualquer ajuda é bem-vinda. Não, não é piegas, é verdade mesmo. Você pode fazer coisas que nem imagina, como, por exemplo, contar histórias para crianças e adolescentes hospitalizados, como o pessoal da ONG Viva e Deixe Viver (conheça: www.vivaedeixeviver.org.br). Viu como é simples? Se você está lendo esta matéria, então é alfabetizado, logo é capaz de ler contos infantis. Ou você pode sair distribuindo sopão para as pessoas que estão nas ruas, a exemplo da galera da ONG Anjos da Noite (www.anjosdanoite.com.br) que percorrem São Paulo doando comida, agasalhos e outras coisas. O quê? Não sabe cozinhar? Ok, então dirija. O quê? Não sabe dirigir? Então, só enfie a colher na panela, despeje no prato e dê para alguém. Se não for capaz de fazer isso, então quem precisa de ajuda é você.
Voltando ao papo sério, deu para pegar o espírito da coisa, né? Só precisa querer, o resto você inventa.

No pain, no gain
E se você é uma pessoa que só acredita que, para dar, precisa receber e quer saber o que ganha com tudo isso, ok, vai parecer inacreditavelmente adocicado de novo, mas lá vamos nós: faz um bem danado para a alma, dá uma sensação de que você, de fato, está fazendo alguma coisa para melhorar o mundo. Se acha que isso é pouco, experimente. Talvez, só fazendo alguma coisa bacana você consiga sentir sua recompensa.
As pessoas estão se mobilizando cada vez pelas causas sociais, se conscientizando da real necessidade que muitos sentem de amparo, cuidado. Hoje, ajudar o próximo não é uma atividade secundária, mas algo que deve ser conciliado com agendas cada vez mais cheias. Sim, acredite se quiser, a caridade praticada é, no geral, desinteressada, sem segundas intenções. Nem as gatas que a gente falou lá em cima fazem isso porque pode contar pontos positivos na imagem delas, mas porque sabem que, sendo pessoas públicas, têm um apelo maior.
E, antes que você pense “ah, já tem várias pessoas cuidando disso”, lembre-se que existe mais gente precisando de ajuda do que gente para ajudar. Faça a sua parte.

(box)
Está com dúvidas na hora de escolher sua ONG? Saiba onde algumas gatas do Brasil e do mundo andam dando o ar da graça – e da boa vontade, claro, e inspire-se.

Camila Pitanga – WWF Brasil
Luana Piovani – Instituto da Criança
Letícia Sabatella – Jongo da Serrinha
Priscila Fantin – Casa Hope
Luciana Gimenez – Aliança Feminina
Salma Hayek – Avon Foundation Speakout
Penélope Cruz – Sabera Foundation
Cynthia Howlett – WWF Brasil
Isabel Fillardis – A Força do Bem
Letícia Spiller – Pró Criança Cardíaca

Para conhecer mais instituições acesse:
http://www.unesco.org.br/comunidades/ongsefundacoes/index_html/mostra_documento
Vale também pesquisar pela sua cidade.
*Sem edição.

Matéria VIP


Todo Poderoso Noni



Da Polinésia Francesa para o mundo, o suco desta superfruta promete revolucionar a saúde, desde a melhora do desempenho sexual até a prevenção do câncer. A VIP foi desvendar os mistérios do Noni e traz para você os benefícios e sabores que a fruta pode trazer. É beber para crer.


É uma bactéria? É um remédio? É uma mistura de Viagra com Coquetel Molotov? Não, nada disso. O Noni, apesar de sua potência, é o apelido de uma plantinha simpática cujo nome verdadeiro é Morinda Citrifolia. Sua fruta parece com uma fruta-do-conde e tem, mais ou menos, o tamanho de uma batata – considerando que batatas podem ter diversos tamanhos, claro. A planta do Noni cresce em abundância nos solos não contaminados do Tahiti, na Polinésia Francesa e, há cerca de 2000 anos(!), os nativos utilizam-na para remediar todos os tipos de males, desde queimaduras de sol até envenenamento por um peixe local. E consomem a fruta de diversas maneiras: crua, cozida, misturada, apesar de ela ser meio, hum, fedida.

A grande estrela do Noni, presente na fruta em grande quantidade, a tal que promete prevenção de diversas doenças e aumenta a sua disposição – sim, em todos os sentidos – chama-se proxeronina, descoberta pelo Dr. Ralph M. Heinicke, bioquímico americano, nos anos 50. Essa substância, quando metabolizada por nosso organismo, reage com uma enzima chamada proxeroninase, resultando em um alcalóide, já patenteado pelo Dr. Heinicke, chamado xeronina. A xeronina, por sua vez, aumenta a permeabilidade celular, fazendo com que os nutrientes sejam absorvidos facilmente, ou seja, melhora a capacidade do corpo de aproveitar os alimentos ingeridos e, dessa forma, o organismo, mais nutrido, funciona melhor.

Depois de tantos nomes difíceis, devemos uma explicação simplificada: basicamente, o Noni neutraliza tudo aquilo de ruim que você põe para dentro: fritura, gordura, álcool, cigarro, poluição e outras cositas más. Isso porque contém ativos antioxidantes (perdoe-nos, mas os nomes difíceis voltaram) que combatem os radicais livres produzidos por todas essas porcarias que você consome. Mas não vai dar uma de esperto e tentar equacionar um copo do suco para cada porção de batatinha frita.

Era Natureba
O Noni vem surfando na crescente onda da qualidade de vida, contra os excessos, o estresse, a má alimentação, o desequilíbrio, enfim, todas aquelas coisas que o seu médico sempre recomenda maneirar. É visto como uma alternativa para melhorar a saúde e preservar o corpinho. O suco é 100% orgânico, não oferece riscos e seu consumo regular pode ajudar a combater os males modernos, prevenir algumas doenças e conter o avanço de outras.

Mas, sem querer jogar água no se chope (ou no seu suco), é bom lembrar que o Noni não é remédio. O ideal é que seja usado como um suplemento e não substituto de nenhum tratamento, ok?
Então, amigo, aproveite o melhor do Noni e saúde!

(Box 1)
Quem faz?

A Morinda Inc., fundada em 1996 por cinco sócios: Kerry Asay, Kim Asay, John Wadswor, Stephen Story e Kelly Olsen, em Lindon, Utah, nos Estados Unidos, foi a primeira empresa a comercializar o suco e abriu seu primeiro escritório no Brasil, em São Paulo, em 2002. O Noni é um negócio em expansão e é um exemplo de que um produto pode sobreviver (e como!) sem publicidade: em seis anos, o faturamento global da empresa pulou de US$ 6.505,000 (1996) para US$ 500.000,00 (2002) e se você já tinha ouvido falar sobre o Noni, provavelmente não foi na mídia, já que ele não está lá. Isso porque os fundadores da Morinda apostam no marketing de rede para divulgar o suco, aquele método em que a empresa incentiva as pessoas a trabalharem sem sair de casa, ter seu próprio negócio, com baixo investimento e tal. Pois é, aqui deu certo mesmo.

(Box 2)
Onde encontrar o Noni

No país, o Noni pode ser encontrado em São Paulo, no Tahitian Noni Café (Avenida Paulista, 2.300 - telefone: (11) 2123.3707). Mas se você quiser só comprar, ligue para (11) 2123.3777 e faça seu pedido.
No Rio, encontre o Noni na loja 6 do Edifício Morusco (Praia do Botafogo, 501 – telefone: (21) 2543.8382). Para o resto do Brasil, encomende seu suco no 0800-701-5694 - eles enviam para você ou indicam o contato de um dos vendedores no local.

(Box 3)
Inimigo do inimigo

O Noni ajuda a prevenir e combater o avanço de muitas doenças.
Confira algumas:
- Câncer
- Doenças cardiovasculares
- Hipertensão
- Diabetes
- AIDS
- Mal de Alzheimer
- Catarata
- Artrite
- Inflamações
- Doenças intestinais
- Impotência sexual
*Sem edição.
Matéria Revista VIP

Pequeno Manual Anti-Horrores Corporativos

Além de boa formação e bons contatos, para se dar bem na carreira, você também precisa ter bons modos. Não queime o filme e nem o emprego com as dicas especiais que a VIP preparou para você.

Ascensão profissional vai além de realizar um bom trabalho. Se você tiver um Q.I. 250 (nos dois sentidos), mas se comportar como um ogro, pode colocar tudo a perder.
A VIP consultou Célia Leão e Reinaldo Duarte, superespecialistas na área de Etiqueta Empresarial, e agora, traz para você, um guia sobre como evitar gafes e virar um gentleman do mundo corporativo. E antes que você ache que tudo isso é frescura pacas, nós protestamos: Etiqueta também é coisa de macho. Afinal, macho educado é macho empregado.

O Homem de Seis Bilhões de Dólares – Use seus brinquedinhos tecnológicos com bom senso. Ao contrário do que muita gente acredita, carregar as tralhas eletrônicas como se fossem acessórios não é hype. “Tem gente que vai com o bluetooth pendurado na orelha até no cafezinho. Não tem nada mais brega”, diz Célia Leão. Se você é uma potencial vítima de overdose tecnológica, desligue o celular, o note, o palmtop, o mp3, ou qualquer diabo com um botão on/off e vá viver, rapaz! Dica VIP: Antes de sair por aí como uma criatura biônica, saiba que a mulherada não é fã de máquinas. Às vezes, usar seus bons e velhos cinco sentidos é o bastante.

Me Tarzan. You Jane? – Conheça as pessoas com quem você trabalha. Essa história de mandar e-mail para tudo (você já percebeu que a tecnologia pode ser uma grande inimiga?), além de tornar as pessoas em seres anti-sociais, pode render gafes homéricas. Passar batido por alguém com quem você se corresponde todo dia vai, no mínimo, causar a impressão de que você é uma pessoa muito estranha. Sem contar que ninguém trabalha sozinho e, invariavelmente, você vai precisar de ajuda. “Uma pessoa sem interação social acaba ficando de fora dos acontecimentos importantes”, conta Célia. Ou seja, ter uma boa rede de contatos - reais e não apenas virtuais - te mantém no jogo. DICA VIP: Aproveite o treino para ligar o nome ao corpinho fantástico que vive passando pela sua mesa.

Inimigo íntimo - Deixe as gracinhas para fora do escritório. Por mais gostosa que seja sua colega de baia, controle sua vontade de chamá-la por apelidos, hum, carinhosos. Evite também contatos físicos, qualquer coisa além de um aperto de mão também não é bem visto. E se você tiver a sorte de ter um chefe amigão, não se esqueça: ele ainda é seu chefe. “Tratar o líder com intimidade excessiva, sobretudo na presença de outras pessoas, faz mal à imagem de ambos”, diz Reinaldo. A lição que fica, amigo, é saber reconhecer a tênue linha que separa a brincadeira da falta de respeito. DICA VIP: Agora se a vizinha for mesmo irresistível, marque um happy-hour e deixe para perder a classe mais tarde.

Vestido para matar – Use roupas adequadas. “O visual é uma parte muito importante no Marketing Pessoal. O problema é que muitos homens não sabem nem diferenciar o bege do marfim”, conta Célia. Não, você não precisa ser um expert em moda, mas é bom saber adequar seu estilo sem crises de modernidade, já que, segundo a Célia, os homens têm uma tendência a se apegar às roupas do momento e continuar a usá-las mesmo quando já estão fora de moda. E o contrário, virar uma “fashion victim”, também é brega. “Na dúvida, fique com os clássicos”, ela ensina. DICA VIP: Combinar o cinto com o sapato vai te deixar com cara de mamãe-me-vestiu. Seja criativo. Ou não. Copie o modelo bacana do Ricardão do andar. Talvez você consiga derrubar uns queixos na ala feminina também.

Cachorro magro - Porte-se bem à mesa. Mesmo em um almoço de negócios a prioridade é a comida. “O ideal é que a abordagem seja feita antes ou depois da refeição, nunca durante”, ensina Célia. Mas não exagere na informalidade e nem na cara de oba-boca-livre, sobretudo se o almoço for com a chefia ou outras pessoas que podem definir o futuro da sua carreira. “Atualmente, muitas entrevistas são iniciadas em restaurantes e, a partir dali, o candidato já começa a ser avaliado”, diz Reinaldo. Para não ter erro, encontre o equilíbrio: seja profissional sem ser chato. DICA VIP: O Reinaldo contou para gente que não tem problema tomar bebidas alcoólicas no almoço. Legal, né? Só se você entender que tomar um drinque não significa encher a cara. Então beba, mas com moderação.

Workahóolatra - Não seja umbigado. Falar só de si mesmo e de seu trabalho é uma gafe enorme. E muito comum, tem gente por aí que nem percebe o mala que está sendo simplesmente porque acha o assunto o mais fabuloso de todos. “Esse tipo de comportamento pode atrapalhar o relacionamento com clientes, sobretudo por uma questão cultural”, diz Reinaldo. E a regra não vale só se você trabalha com gente do Japão, afinal, ninguém nasceu na sua casa e cada um tem seus próprios costumes e maneiras e, para respeitá-las, você precisa conhecê-las. DICA VIP: Segundo a Célia, os workaholics são os que mais cometem essa gafe. O que a gente diz? Trabalhe menos, oras.

Mamãe caprichou - Continue o mesmo. Subiu na vida? Desça do salto. Mais brega do que esse trocadilho só gente que foi promovida e ficou metida. “Elegância é sinônimo de simplicidade” ensina Célia. Lembre-se que você chegou aí porque pessoas legais e dispostas te valorizaram e reconheceram seu trabalho, então perpetue o costume e faça o mesmo: ajude o próximo. Continue bacana com as pessoas, sem distinções, até porque você não sabe o dia de amanhã. DICA VIP: Poucas coisas são tão feias quanto um líder que não impõe respeito. Seja um cara legal, mas comporte-se de acordo com a sua posição. Coloque-se no seu lugar, rapaz.

O Vingador - Não constranja as pessoas. Se alguém cometeu um erro, seja um liderado ou um par, chame no canto e converse, ou desça a porrada se for o seu estilo, mas a sós. E mesmo que a mancada tenha sido te desmoralizar na frente dos outros, não devolva na mesma moeda. “Liderar ou trabalhar em equipe significa fazer pelo exemplo. Respeito é primordial”, diz Célia. Faça sua parte, seja elegante e resolva seus problemas apenas com quem você tem que resolver. DICA VIP: Ninguém tem nada a ver com a sua vida pessoal. Isso é sério, amigo. Deixe seus problemas de casa para fora do escritório e vice-versa.

Quem disse não disse quem disse - Evite fofoca. A não ser que você trabalhe no RH, não faz sentido saber do que acontece com a vida alheia. Fique na sua e se preserve também. Saiba separar assuntos relevantes ao trabalho e o que não passa de intriga e suposições sem fundamento. Isso significa não reter informações importantes, desde que elas sejam verdadeiras. Telefone sem fio no ambiente profissional pode resultar em verdadeiras catástrofes. Sem contar que ser um homem fifi pega mal à beça, amigo. DICA VIP: Cuidado extra com os comentários sobre as gostosas do escritório. Se elas ficarem sabendo, você ganha uma grudenta fama de galinha e perde a chance de pegar qualquer uma delas.

A Gaiola das Loucas - E, como não podia faltar, comporte-se nas festas da empresa. Pense na sua carreira como um castelo de cartas: você leva um tempão construindo cuidadosamente, mas pode levar tudo abaixo com um esbarrão. E esse esbarrão pode ser, fácil, fácil, dado em uma festinha corporativa. “Muitos executivos podem prejudicar a carreira com danos a longo prazo com apenas um escorregão em uma festa” diz Célia. Encare a balada como uma extensão do trabalho, afinal, quem vai estar ali são as mesmas pessoas que você vai ver no dia seguinte. DICA VIP: Mesmo que você tenha levado uma gata de fora para curtir a festa, maneire na pegação. Não é porque você não vai ter que encontrá-la no day after que o delito não teve testemunhas. E o seu filme queima do mesmo jeito.





*Sem edição.

Crônicas

Males Modernos e Males Necessários

Eu tenho rinite. Uma rinite que, ao longo do dia, evolui para sinusite. E tenho oito graus de miopia. É grau o bastante para a cirurgia virar o maior sonho da vida. Ah, como seria bom dormir assistindo tevê, acordar e ver o mundo. Eu também tenho três dentes do siso que não saem, não entram e ficam empatando a minha vida bucal. Ainda tenho a gastrite, que escolhe datas pontuais, como o Natal e a Páscoa, para atacar. Também sou constantemente acordada pela vilã do sono das pessoas que não comem banana ou se alongam mal: A Cãimbra Na Batata Da Perna. E, como se não bastasse, sou hipocondríaca, daquelas que só de ouvir a aspirina se dissolvendo na água já se sente melhor. Resumindo, eu pareço aquela música do Arnaldo Antunes. E, sim, o pulso ainda pulsa.

Mas sou perfeitamente normal. Se você me conhecer não vai dizer que eu sou essa verdadeira lista de efeitos colaterais de bula de remédio. Faço exercícios regularmente e tenho uma alimentação, hum, vamos pular essa parte. O importante é que eu consigo viver, trabalhar, namorar, dormir e me divertir. Ok, eu provavelmente não duraria muito tempo em uma savana africana, mas como pretendo ficar por aqui mesmo, consigo me virar com os recursos que a medicina moderna me oferece.

Viva as lentes de contato, o sorine, o dorflex, a descoberta da penicilina e a sabedoria dos mais velhos! Viva os médicos e sua imensa paciência com as minhas dúvidas vitais sobre como recuperar meu estômago até o Ano Novo – eu não vou tomar suco de melancia na virada! Viva as pastilhas, as pílulas, as pomadas, os xaropes, os protetores solares e os soros fisiológicos!

Tudo bem, bom mesmo seria não ter nada disso. Mas neste meu momento Pollyanna, a tendência é ver o copo meio cheio. Já que eu posso resolver minhas pequenas emergências diárias, enquanto não tenho condições de sanar o problema de uma vez por todas, por que não aproveitar?
Moderamente, claro. E, de resto, ficam as dicas de sempre: tome muita água, durma direito e viva feliz. Esse é o melhor remédio.


11/10/2007
Cotidianices

Dia-a-dia parece mais do mesmo. O trabalho, as pessoas, a comida, os caminhos, enfim, a velha vidinha de sempre. Não importa se você tem o melhor emprego do mundo, as pessoas mais maravilhosas ao seu redor ou se vai trabalhar de helicóptero para não pegar trânsito, rotina cansa. Ricos ou pobres, velhos ou novos, loiros ou morenos, somos todos vítimas do cotidiano. A não ser que você seja a Glória Maria, que conhece os lugares mais legais do mundo e pessoas super interessantes toda semana, de vez em quando é normal ter uma crise, querer ir embora e abrir uma pousada em Itacaré.
Mas a vida é assim, às vezes chata, às vezes legal, às vezes diferente, às vezes igual, em São Paulo ou na Bahia. Bacana é dividir e comparar aquelas velhas situações que todo mundo passa, uma hora ou outra. Quem não tem uma história para contar? Ou é o trânsito que dá para fazer amizade com o carro vizinho, o tchau devolvido que não era para você, o oi-tá-frio-oi-tá-calor do elevador, o e-mail de alguém que deixou saudade, enfim, acontecimentos diários que proporcionam momentos únicos. Porque rotina gruda mesmo, está sempre lá, invicta e insubstituível e o jeito é tirar o melhor dela e exalar nossa joie du vivre por todos os cantos. Afinal, é a velha história: se não pode com ela, junte-se a ela e seja feliz.


No telefone
Alguns canais da minha tevê a cabo estavam fora do ar. Liguei, então, para o atendimento deles, esperando que alguém resolvesse o meu problema.
Atendeu uma moça:
- Boa tarde, em que posso ajudá-la?
- Oi, alguns canais da minha tevê estão fora do ar, vocês podem me ajudar, por favor?
- Seu nome, por favor?
Já prevendo a novela, eu tento:
- Tem que ser o nome inteiro?
- Sim, por favor. Para localizar o assinante precisamos do nome completo.
- Ok, vamos lá, Alana De...
Ela me interrompe:
- Como? Amanda?
- Não, Alana.
- Aline?
- Não, Alana, Aaalaaanaaa!
- Alândia?
Uau, de onde ela tirou esse? Até o meu nome é mais fácil! E eu, quase gritando:
- Nãããããããooo, Alana. A-ele-a-ene-a!
- Ahhhh... Alana! De quê?
Ai, pronto, de novo:
- Della, com dê de dado e dois eles...
- Bella?
- Não, moça, acabei de falar: dê de dado! E não bê de bola!
- Ahhh... dois eles, né?
- Isso... Nina, ene de navio, ene de navio... separado do Della.
Eu até ja decorei o dê-de-dado-dois-eles-ene-de-navio-ene-de-navio-separado-do-della, que nem aquele jingle do big mac.
Mas voltando à atendente:
- Ene de navio?
- É, minha senhora.
- Como assim?
- Ene de navio-i-ene de navio-a. Nina.
- Ahhh tá. Tudo junto?
E eu, quase chorando:
- Não, moça, é separado... separado. Della espaço Nina.
- Ah sim. Que mais?
- Ai, moça, só com esses já não dá para achar? Eu devo ser a única Alana Della Nina cliente de vocês. Aliás, eu devo ser a única Alana Della Nina no mundo!
Ela não deve ter gostado da brincadeira, porque disse:
- Senhora Alana, eu preciso do nome inteiro.
Ok, vai, eu aguentei até aqui, não é o fim do mundo, a última parte é mais fácil:
- Almeida Melo.
- Melo com dois eles?
Será que ela estava falando sério?
- Não, o Melo tem um ele só, minha senhora e o Almeida também!
Silêncio na outra linha. Mais uma brincadeira infeliz da minha parte.
Então, para o meu horror, ela fala:
- Dona Alana, eu não estou localizando o nome da senhora. A senhora pode repetir?
Eu desliguei. Quer saber? Acho que eu posso viver sem esses canais.
P.S.: Para quem não sabe e caso não tenha ficado claro, meu nome é Alana Della Nina de Almeida Melo. Uma graça, né? Pois é, mas nada funcional. Sempre passo por estas coisas. Fora o velho e bom "Alana? Morissette?" e as piadinhas "Alanas de Pijamas", "Alana, cara de banana" e outras menos ortodoxas envolvendo bananas e coisas de mau gosto, mas essa fase já passou. No fim das contas, cheguei à conclusão que apenas pessoas que se chamam João da Silva ou algo do gênero não sofrem com o nome de alguma forma. Então, paciência, as pessoas que se adaptem aos seus próprios nomes ou aos alheios. E viva a criatividade dos nossos pais!


No trânsito
Aqui impera a Lei de Murphy. Incontestavelmente. Ok, sem a velha história da fila do lado andar mais rápido do que a minha. Mas trânsito que é trânsito não falha e te surpreende. Embora esta não tenha acontecido na rua em movimento propriamente, e sim, quando fui estacionar o carro. Você sabe, em São Paulo existe uma conspiração contra aqueles que querem parar seus carros na rua de graça. Ou é a tal da Zona Azul, ou é proibido estacionar mesmo e ninguém sabe o porquê ou são aqueles hominhos que adquiriram o direito, ninguém sabe de quem, de cobrar você por deixar seu carro em um determinado espaço. Mas, enfim, eu parei em um suposto ponto de ônibus. Suposto porque eu tinha quase certeza que ele estava desativado, afinal, o que nunca faltou por ali foi carro estacionado. Tá, você deve estar pensando: mas Murphy não tem nada a ver com isso, você estaciona no ponto de ônibus e acha que está tudo bem? Bom, primeiro que eu nem parei no ponto mesmo, foi bem mais para frente, dava para um ônibus encostar e sair tranqüilamente. Segundo que eu parei por cinco minutos, juro! E terceiro, eram quase dez horas da noite de uma terça-feira chuvosa. Vai, quais são as chances de levar uma multa por causa disso? E é aí que o Murphy, finalmente, entra.
Continuando, eu estava indo para a faculdade levar um documento, aí logo vi a vaguinha no tal ponto de ônibus e parei lá, pensando otimista: "ah, é rapidinho! Não vai acontecer nada!". E eu realmente entreguei o documento rapidinho. Mas, quando eu estava voltando para o carro, eu e meu estômago, mais guloso do que faminto, nos deparamos com aqueles carrinhos de cachorro-quente. Então pensei: "Hum, vou pedir um para viagem". Pedi com tudo o que eu tinha direito neste mundo, até cheddar e barbecue, o homem enrolou em um papel-toalha e me deu. Lá fui eu, feliz e contente, louca para chegar em casa e comer meu dog. Quase chegando no carro, eu o vi, do lado do meu possante, intrépido, implacável e de bloquinho e caneta na mão. Acho que eu repeti umas 30 vezes consecutivas a frase: "Não me multa, por favor, não me multa!" Ele já devia estar acostumado, porque me olhou com aquela cara de ai-lá-vem e disse: "Mas, moça, você parou em um ponto de ônibus!". Aí eu usei os mesmos argumentos que apresentei lá em cima e ele repetiu: "Moça, isto é um ponto de ônibus" e frisou: "você poderia ter sido guinchada até". Eu tive um ímpeto de jogar meu cachorro-quente embrulhado em papel-toalha nele em uma tentativa de suborno, mas me controlei com a certeza de que, além de fracassar, ele poderia entender errado e me dar outra multa por agressão, sei lá, vai saber, tudo hoje em dia dá multa. Então me contentei em usar meu charme feminino e fazer uma voz tatibitati, implorando: "por favooooooorrrr, por favoooooorrrr". Quando eu comecei a me dar conta de que, talvez, uma multa não seria tão grave quanto ao ridículo que eu estava me submetendo por causa dela, ele finalmente disse: "olha, moça, eu vou ver o que eu posso fazer. O problema é que eu já escrevi no bloquinho e ele é numerado. Se a senhora tivesse voltado um pouquinho antes... Mas eu vou tentar, só não prometo que vou conseguir". Bom, tive que me contentar com essa resposta e aguardar para ver se a minha carta, imaculada até então, ganharia os três pontos (ou cinco?) e se a minha carteira sofreria um rombo considerável.
Moral da história? Se te falarem que um ponto de ônibus está desativado, não acredite porque ele provavelmente não está, senão já não teria nem mais ponto, nem mais ônibus (pois é, eu podia ter pensado nisso antes. Vivendo e aprendendo.), e cachorro-quente faz mal, engorda e, definitivamente, não vale uma multa. Vá para casa e coma uma alface.

No Supermercado
Poucas coisas na vida me dão mais preguiça do que ir ao supermercado. Não estou falando sobre comprar cervejas e doritos no sábado à noite, mas sim quando chega a hora das temíveis Compras do Mês. E se você me disser que é uma delícia comprar comida, vou te responder que não, uma delícia é comer, mas todo o processo que se desenrola até aqui – considerando, obviamente, que você tenha que comprar a sua comida e não ir a um restaurante (isso fica para um próximo capítulo) – é extremamente cansativo e chato, para ser bem honesta. Aí você também pode dizer que não há nada mais fofo do que recém-casados fazendo comprinhas como vinhos, queijos e danettes. Aposto que isso não dura até o terceiro mês sob o mesmo teto. Daqui a pouco eles estarão disputando no par ou ímpar quem vai cumprir a missão. Espere e verá.

Agora voltando ao caos: tudo começa quando você vai tentar parar seu carro no estacionamento do mercado. Se ele está lotado, mau sinal. Você já prevê que ficará horas e horas na fila do pão, na fila dos frios, na fila da carne e, finalmente, na maior e mais horrorosa de todas: a fila do caixa. Aí você roda, roda, roda, e quando está prestes a desistir, pegar um big mac no caminho e ir para casa, eis que surge, em direção ao carro que está na sua frente, uma tia com o carrinho! Entupido, tudo bem, mas você já chegou até aqui mesmo, então aguarda. Após 25 minutos esperando que ela decida se coloca os ovos em cima do leite ou embaixo do presunto, você já está profundamente arrependido de não ter optado pelo big mac, ah, o big mac. E, então, nos seus devaneios entre os picles e o molho especial, a fofa finalmente parte. Primeira fase concluída.

Não, eu não vou falar dos carrinhos rangentes porque aí vai ser rabugice da minha parte. Mas eu sempre pego os carrinhos rangentes. Tá bom, problema meu.

Se você é mais organizado do que eu, provavelmente fez uma listinha (que entra em outra das aporrinhações de fazer mercado). Então, sua vida está, aparentemente, facilitada e você vai felizinho percorrer os corredores aos quais já estava destinado ouvindo aquela musiquinha mela-cueca de fundo. Mas – haha, eu não falho – sem deixar de contar que você pode não encontrar muitos dos produtos anotados, especialmente legumes (eu, particularmente, não vejo muita diferença entre eles), e agora vai ter que arrumar substitutos. Viu? Trabalho dobrado. Fora o suplício que é já ter colocado 30 itens no carrinho e ver que ainda existem uns 40 na listinha sem ticar.
Agora, se não, se você é espontâneo (e preguiçoso) como eu e nem pensou na listinha, vai andar trocentas vezes por aqueles intermináveis corredores, sem saber o que escolher, meio com fome e meio enjoado de ver tanta comida e com a trilha sonora na ponta da língua.
Depois de três horas e meia, você chega à já mencionada fila do caixa. Lixa as unhas, lê uma revista da gôndola, trava um daqueles papos sociais sobre as peculiaridades de um supermercado com o vizinho da frente. E, se a fila demorar mais um pouco, vocês partem para as peculiaridades da vida até chegarem ao último pé-na-bunda que você, ou ele, tomou e a vaca que ela era (se você for menina, por favor, troque os sexos. Mas a vaca pode continuar, caso prefira). Ótima maneira de fazer amigos.
Ainda sobre o tópico filas, preciso falar especialmente da Fila Rápida De No Máximo Dez Itens. Porque parece que algumas pessoas não aprenderam a contar ou têm uma cara-de-pau absurda mesmo. Eu simplesmente não sei como reagir quando o Fulano na minha frente tem, pelo menos, umas 30 coisas no seu carrinho. Pô, o que caracteriza uma fila rápida é ela ser rápida, sua besta! Não, eu não digo isso, apenas penso. Com uma intensidade que às vezes desconfio que o Fulano captou telepaticamente. Mas deve ser apenas a minha cara, um provável misto de ódio, indignação e impotência, só que ainda não piores do que a vergonha de fazer um escândalo em público por um pecado que todos ao redor se solidarizam. Afinal, quem nunca passou seus treze produtinhos na fila especial?
Então, você paga suas compras, que, invariavelmente, ficam mais caras do que você esperava e chegamos à Fase 4: embalar as compras. Não vou me prolongar muito aqui, porque a maioria dos estabelecimentos conta com meninos para fazer isso por você. Mas a maioria dos estabelecimentos também preza pela economia de sacolas, o que resulta em lasanhas congeladas entulhadas no mesmo espaço que rolos de papel higiênico e o risco de estourar o saquinho e suas compras rolarem rua abaixo.
Fase 5: Descarregar as compras no carro. Bem-feito, quem manda tirar sarro da tiazinha? Agora você também vai ter que se preocupar com a organização das sacolas no seu porta-malas, de forma que nada quebre, derrube, manche, misture e deixe um fedor irrecuperável no carro. Isso tudo com o olhar opressivo do você-no-passado, ou seja, alguém que está esperando para pegar a sua vaga.
Eis que você chega em casa e à Fase 6: descarregar o porta-malas. Se você mora em prédio, talvez possa contar com um carrinho ou, pelo menos, com uma mãozinha do porteiro. Se você mora em casa, ou vai ter que se transformar no Hulk Equilibrista, carregando várias sacolas, enquanto tranca o carro e tira as chaves de casa ou vai ter que fazer várias viagens até levar tudo para dentro. Mas nada, nada, supera a Fase 7: guardar as compras. Primeiro porque você já está acabado pelas seis fases anteriores e só queria descansar um pouco. Só um pouco! É pedir muito? Depois porque você tem que ficar separando o que é de geladeira para a geladeira, o que é de dispensa para a dispensa, o que é de banheiro para o banheiro e o que é de limpeza para a área de serviço. E, logicamente, organizar as coisas nos seus respectivos lugares, bonitinhas e devidamente encaixadas.

Ufa. Acho que é isso. E antes que você me acuse de sofrer supermercadofobia, saiba que eu não sou tão cricri assim. Ainda curto as musiquinhas, o movimento, ovos de chocolate na Páscoa e panetones no Natal. E todo o resto faz parte do grande ritual das compras, então a gente acaba se divertindo de um jeito ou de outro. E, vai, o êxtase que te consome depois da cozinha arrumada e a certeza de que você tem um armário cheio de comidas não compensa tudo isso? Foi como eu disse. Legal é comer, o resto é consequência. Ou não.
Os defeitos que nós amamos

Você encontrou a mulher. Aquela que você tem certeza que vai dividir o copinho de escova de dentes para o resto da vida. Perspectiva bacana. Mas que pode, lentamente, ser destruída pelos monstrinhos do dia-a-dia. Ou não. Ou tudo aquilo vem no pacote e você fica feliz do mesmo jeito. Fato é que depois de um tempo você descobre que a fofa não é uma deusa do Olimpo, mas, no fundo, é gente como a gente. E aquelas coisinhas que você achava graciosas podem se transfomar em defeitos gordos, feios e fedidos.
O que fazer? Você é doido por ela, mas os extras andam difíceis de aguentar.
Calma que tudo na vida tem saída. Se você procura alguém que faça todas as suas vontades e não reclame de nada, compre uma boneca inflável e seja feliz. Agora se você está a fim de levar adiante seus planos com ela, então vai ter que aprender a lidar com os defeitos e amá-los também, afinal não é só de apetite sexual e beleza estonteante que a moça é feita.
Para te ajudar, eis um breve manual de como agir quando o lado negro da força resolver dar as caras:

"Ciumenta é a mãe, sua vaca!" – Que jogue o primeiro rímel a mulher que falar que não tem ciúmes. Toda mulher é ciumenta. A mulher nasce ciumenta. O ciúme vem junto com o útero. Ao longo da vida, algumas desenvolvem potencialmente e outras, mais amenas, só usam em caso de extrema urgência (considerando sempre o que é extrema urgência para ELA e não para você). É ciúme do homem, da amiga, do cachorro e até do cabeleireiro - a mocréia que ousar cortar os cabelos com ele vai morrer ca-re-ca. Mas o bicho pega mesmo quando a vítima do ciúme é você. Tudo que anda e respira no mundo vira motivo. A fértil imaginação da menina (aliás, outra caracterísica da ciumenta é ser profundamente imaginativa) cria cenas e histórias na cabeça dela enquanto você dorme feliz, olha para o lado porque entrou um cisco no seu olho ou dá uma informação despretensiosa para uma fulana perdida. Enfim, não importa, é motivo e ponto. Amigo, nessas horas você tem que ser forte e compreensivo. Dar as costas para uma mulher em plena crise tem o mesmo efeito de tentar apagar fogo com um balde de gasolina. Pela sua própria saúde e bem-estar, não ignore-a. O barraco pode ser feio. Contorne a situação usando seu charme. Diga, sempre que puder, o quanto ela é única e especial e que você jamais vai traí-la, não só por convicção pessoal, mas porque não consegue nem olhar para o lado com uma mulher como ela na sua vida. É um trabalho a longo prazo, que exige manutenção, mas é tiro e queda, pode apostar.

"Ai, amor, deixa eu ir com você no futebol, vai?" - A grudenta. De repente, você se dá conta de que ela está vivendo a sua vida. Te liga 40 vezes por dia, quer te ver o tempo todo, quer fazer tudo o que você faz, quer ser a melhor amiga dos seus amigos e a melhor nora que sua mãe já teve. Ela leva muito a sério aquela história de "quando dois se juntam viram um". Aí nem a cueca você escolhe mais sozinho. Bom, ou você explica para a moça que individualidade é importante e saudável ou você vai ter que exorcizá-la da sua vida. Agora, como fazer isso com aquele chuchuzinho sem magoá-lo? Jogo de cintura fenomenal, meu caro, isso é o que você vai ter que ter. Sugira, sutilmente, que ela saia com as amigas, as pobres abandonadas que devem estar azuis de saudade. Conte a ela a verdadeira arena de gladiadores que é o campinho de futebol. Diga como você acha que ela seria mais feliz tendo atividades próprias, tipo uma terapia. E assim, além de você conseguir fazê-la largar o seu pescoço, ela ainda vai te achar o máximo por incentivá-la a fazer coisas sozinha.

"Tira as mãos, senão eu te mato!" – Sua mina é uma doçura. Mas aí, de surpresa, ela resolve quebrar o recorde de quantidade de palavrões possíveis por minuto, inchar como um balão, comer todos os chocolates que aparecem na frente e chorar no comercial dos colchões Paraíba. Você já sabe o que é isso, né? É, é TPM mesmo, um "defeito" quase universal. Proteja-se e muna-se. Cuidado com o que fala e o com o que faz. Este mal existe sim, e pode acabar com o mais firme e forte amor sobre a Terra. Entenda que a TPM implica, no geral, em falta de sexo, falta de humor e excesso de sensibilidade, física e psicológica. Então, o que você tem que fazer, basicamente, é segurar sua onda. Sem brincadeirinhas, sem críticas, sem mão-boba, apenas carinho, cuidado e uma distância mínima segura, mas mínima mesmo, porque se você resolver sumir vai ser chamado de covarde para baixo. Agüente firme os dias de terror, você pode ser bem recompensado pela sua paciência e, hum, devoção.

"Domingo? Jura?" – Mulher workaholic é uma das raças mais difíceis de lidar. Porque, além da moça priorizar o trabalho e passar o máximo de horas possíveis dentro dele, ela ainda é a rainha da independência, auto-suficiência e amor-próprio. Deixa bem claro que você só tá ali, do ladinho dela, por pura sorte. E se ela ganhar mais que você, paciência, engula essa também. Para ela não existe fim de semana, férias, Natal, Ano Novo e Carnaval. Ou seja, se você for esperá-la para aproveitar a vida, puxe uma cadeirinha e sente. Ok, você entendeu que não vai precisar se preocupar com ciúme, grude ou TPM, mas que, provavelmente, vai sentir uma falta danada de tudo isso. Solução? Amoleça a bichinha, mostre para ela que existe vida além das persianas prateadas. Vá buscá-la no escritório e leve-a para jantar, conte sobre as novas posições do Kama Sutra que você ouviu dizer e como seria legal experimentar com ela, enfim, vá comendo pelas beiradas, chegando de mansinho, ganhando território. Conquiste seu espaço na vidinha dela, só não exagere. Vai que a moça se empolga e resolve virar dona-de-casa da sua casa.

"Amoooor, pega o controle pra mim?" – Começa assim, toda bonitinha e dengosa. Um dia você se dá conta de que o futuro pode ser nebuloso. E gordo. E folgado. E que esse violão que está hoje do seu lado pode virar um pandeiro. Mulher preguiçosa não fica gostosa. Aliás, muito pelo contrário. E não é só isso, mulher preguiçosa tende a virar mal-humorada, sem assunto, sem vontade, sem interesse e, ainda por cima, escravocrata. Porque tudo ela vai te pedir, desde um pãozinho da padaria até a declaração do imposto de renda. E ai de você se não obedecer as ordens da moça, chantagem emocional na cabeça. Você já consegue até ver aqueles retratos de família: o homem exausto e cara de coitado, a mulher imensa e histérica jogada no sofá e 500 filhos fazendo a maior pichorra pela sala. Sai dessa, amigo. Mude o rumo enquanto há tempo. Chame a moça para fazer programinhas divertidos a dois: correr no parque, andar pelo bairro, dançar, sexo, escalar uma montanha, enfim, atividades que gastem calorias e tirem a folgadinha da cama, ou não, mas que pelo menos a façam se exercitar por lá. Agora se você também é um forte candidato a Homer Simpson, não reclame, vocês foram mesmo feitos um para o outro.
Claro que existem mais trocentos tipos de defeitos, mas é uma questão de aprender a administrar esses aspectos que a gente pensou que nunca conseguiria aceitar ou aturar na vida. Faz parte do jogo. Não adianta cuspir para cima e dizer "comigo não!", somos todos diferentes e respeitar essas diferenças é que é a etapa difícil da coisa. No final, a gente acaba se apaixonando até pelo lado B e percebendo como ele é essencial na nossa cara-metade. Então, aceite a fofa como ela é com a certeza de que você não é o único que está fazendo esse grande esforço, afinal, por mais fascinante que você seja, criatura, se fosse santo estava no céu.

28/03/2007
Este texto eu escrevi para o site da ong AFAI-
http://www.afai.grupobcs.com.br/index.html. O site é novo e eu estou dando uma força para ajudá-los.


Meu reino por um mundo melhor

O mundo é nosso. O mundo é grande. E é cheio de gente. Gente que vive bem e gente que vive mal. Gente que come e gente que tem fome. Gente com possibilidades e gente sem.
E, se o mundo é nosso e é cheio de gente, toda essa gente também é nossa. Essa gente que vive mal, que tem fome e sem possiblidades. Essa gente que não tem metade do que a gente que vive bem tem.
Essa gente quer um mundo melhor, uma vida melhor, um futuro melhor. Quer comer, quer se divertir, quer viver. Viver, não sobreviver. Não sobreviver às guerras diárias, às doenças fatais, à ignorância, à violência, à fome, ao frio, à rejeição. E, sim, viver decentemente, com café, almoço e jantar, saber ler, escrever, ser saudável, ser inteligente, ter amigos, ter amor, ser feliz.
Essa gente é nossa gente. E nós temos que cuidar dela. Temos que saber que todo mundo tem direitos iguais. Que o nosso reino tem que ser o reino de todos. Que o nosso mundo tem quer ser o mundo de todos. Tem que cuidar, respeitar e trabalhar para que toda gente seja como a gente. Para que toda gente viva bem, com justiça e paz.
Responsabilidade social devia ser chamada obrigação cívica, devia ser um compromisso de todo mundo e não uma iniciativa de gente com um pouco mais de boa vontade e consciência. Cuidar de quem precisa como cuidar de quem se ama. Cuidar da gente de hoje para que ela cuide da gente de amanhã. Porque esse mundo é nosso mundo e essa gente é nossa gente.

14/03/2007

Este é um texto tipicamente feminino. Difícil um homem gostar. E entender. Mas não é um texto autobiográfico. Não escrevo sobre experiências íntimas. É uma observação de um acontecimento recorrente no universo feminino: a falta de inteligência emocional. E, lógico, o sofrimento causado pelo sexo oposto. Certamente, muitas mulheres vão se identificar.

Carta para o cara.
Enquanto escuto Comfortably Numb, do Pink Floyd, fico pensando no tanto de areia que eu sou para o seu caminhãozinho. E apesar da letra não ser sobre dor-de-cotovelo, a melodia me dá um ataque reflexivo e nela eu vou embora. Honestamente, acho que a esta altura, até atirei-o-pau-no-gato vai me fazer refletir. Sofrer por você me faz sofrer mais ainda porque, definitivamente, não está certo. Eu sou melhor do que você. Sou mais bonita, mais culta, mais corajosa, com menos desvios de caráter, mais madura, mais divertida, mais gostosa, mais honesta. Tenho mais personalidade, mais garra, mais experiência de vida. Então, caramba, sofra você por mim. Essa deveria ser a ordem natural das coisas, como o sólido virar líquido e o líquido virar gasoso.
Não, é você quem vira as costas e vai embora sem fechar a porta, é você quem tem a habilidade genial de fazer com que eu me sinta culpada pelos seus erros. É você quem me faz roer as unhas recém-saídas da manicure com aquela cor de esmalte que você gosta.
Por que eu tenho que aturar as consequências de você ser o que é? Covardia. Eu não traí, não menti, não roubei, não bati, não matei. Mas o mundo não é dos justos, é dos espertos. E isso eu não sou, não emocionalmente. Então toma. Castigo. Para aprender a gostar de mim antes de gostar de você, para aprender que eu não preciso da sua aprovação para ter a minha. Para aprender que suas mãos me abraçando não valem o perrengue de passar a noite esfolando o travesseiro. Que a brancura hipnotizante dos seus dentes não vale o inchaço constante dos meus olhos. Quem sabe um dia eu entenda que você não sair da minha vida mas nunca ser meu é ruim para mim. Que você ser possessivo mas não querer ter dona não é saudável. Que você querer mudar minhas características e depois me deixar de lado não me faz bem. Te dei muito mais do que você merecia, muito mais do que você precisava. Me dei para você e fiquei de mãos abanando. Sempre opcional para quem sempre foi o mais importante, torcendo intimamente para ser escolhida, enquanto eu ficava, incondicionalmente, com você. Ficava. No passado. Um lapso de equilíbrio me mostrou que ruim mesmo é te perder aos pouquinhos, é ter você em pedacinhos, tão fragmentados que, quando estou do seu lado não consigo aproveitar, só penso no futuro, se você vai estar lá. Mas, de repente, eu não quero mais que você esteja. Me dá tremedeira pensar em viver passando por isso. Hoje, mais tremedeira do que pensar em viver sem você. Afinal, eu já vivo sem você. Vou fazer que nem a minha mãe me ensinou: vou me amar, vou ter orgulho de mim mesma e vou ficar longe de caras como você, que já foi o cara mas vai ser só mais um que passou pela minha vida e que eu ainda vou me perguntar como foi que um dia eu pude gostar. Adeus.

29/03/2007
Até que ele nos separe

O Clube dos Solteiros que me perdoe, mas namorar é muito legal. Os soltinhos podem até levantar a bandeira daquela história de liberdade, não dever satisfação para ninguém, ir em todas as baladas, agarrar todo mundo, jogar futebol e ficar sujo e fedorento o resto da tarde deitado no sofá vendo mais futebol sem ninguém pentelhando. Mas é fato que quando você encontra um lugar para amarrar o burro não quer soltar mais. Amor é importante e você só descobre isso quando ele está na sua vida. Ter uma mulher bacana para dividir as coisas do dia-a-dia, mais beijo, abraço, sexo, cineminha, cerveja e todas aquelas combinações interessantes é sombra e água fresca, uma maravilha. E, pela lei das compensações, vale a pena. Ou seja, você pode não apertar 17 corpinhos diferentes numa única noite, só que, em contrapartida, vai apertar o mesmo que você conhece, gosta e confia pela noite inteira. Quantidade por qualidade. Bela troca, né? Fora a intimidade, cumplicidade, carinho, companhia...
Aí o sozinho-por-opção de plantão lembra dos almoços em família, festinhas de sobrinhos e outras situações em que você, certamente, preferia estar sujo e fedorento no seu sofá vendo o futebol. Ainda assim, eu continuo afirmando: vale a pena. A intensidade de um relacionamento é bem mais divertida do que noites vazias e dias solitários.
Mas a regra do exagero vale aqui também, namoro bom é namoro equilibrado, aquele que, entre algumas tempestades, é feliz, saudável e te faz bem. Pode acontecer de uma louca cruzar o seu caminho, mas se você achar a suposta tampa da sua panela, não dê você uma de louco porque isso pode botar tudo a perder. Lembre-se que sua namorada não é sua mãe e ela não tem obrigação de te aguentar.
Pensando em te ajudar a ser o namoradão do ano, eu listei, com base na minha, ok, curta experiência de vida e constante observação do comportamento humano, os tipos que praticamente imploram por um pé na bunda todo dia. Veja se você não se encaixa em nenhum deles, caso se encaixe, larga de ser besta, caso não, parabéns e guarde para consultas posteriores.

Prazer, eu sou o Zé da Esquina
Você já deve ter visto acontecer com um amigo seu. Digo amigo porque este é um mal quase que exclusivamente masculino. O cara conhece a mulher dos sonhos, dá tudo certo, eles engatam um namoro. De repente, ele começa a faltar nos programas dos bolinhas. Primeiro o happy-hour, depois o futebol, até que some completamente do mapa. Aí surgem as hipóteses: "a mina é um E.T. e ele foi abduzido" ou "aquela bunda, eu sabia que aquela bunda tinha algum efeito hipnotizador" ou "será que ele era virgem e ela prometeu sexo em troca de devoção eterna?". É um mistério total o poder que a namorada exerce sobre o cara, parece que ele tem um botão on/off e só ela sabe onde fica. Fato é que o bacanão da turma, social, festeiro, amigo de todo mundo, de uma hora para outra, se tornou o "namorado da Fulana", cujo nome ninguém lembra direito. A parte mais surpreendente é que, algumas vezes, nem ela esperava que o namorado perdesse a alma. Tudo bem, às vezes a menina tem sua culpa, ela incentiva, ameaça, bate o pé e faz do cara o que quiser. Mas, mesmo assim, se ele permite, já tem alguma coisa errada. E de onde vem essa auto-anulação? É fruto de uma carência afetiva, cuja responsabilidade de suprir é jogada nas costas da primeira que aparecer? Ou ele é só um mascarado, que tem toda a pinta de dono da vida, mas na vez dele não impõe nada e se mostra absolutamente sem personalidade? Independentemente da resposta, o que importa mesmo é que o cara vai perder. Vai perder os amigos, as coisas que ele gosta de fazer, a individualidade, as vontades e, lógico, a namorada. Se ele não consegue nem respirar sem a menina e é capaz de transformá-la na sua estrutura vital, as chances de se dar mal nesta história são altas.
A solução? Olha, honestamente, eu não sei. Acho que o auto-diagnóstico é complicado. Mas se o cara se tocar que o caminho está errado, acredito solenemente que dá para mudar o rumo. Olhar para outros lugares, ver o que deixou de lado, recuperar sua vida, sua essência, não depender dela. Quem sabe assim dê para perceber o quanto é importante se gostar em primeiro lugar.

Norman Bates
Poucas coisas são tão ruins para nós, mulheres, como namorados que querem limitar nossas vidas à existência deles. Traduzindo: o ciumento, psicopata, obsessivo. É um saco ter que dar satisfação, explicar que você não atendeu o telefone porque estava comprando pão. O cara diz que confia, mas se a namorada arrisca falar que hoje vai ter um programa de lulus, seja tricotar, comer uma pizza, qualquer coisa assim, ele vira fera e acha que programa de lulus só pode significar ir ao clube das mulheres. A melhor amiga dela vira a malvada do ano, cuja única missão na Terra é fazer com que a menina coloque um belo par de chifres na cabeça dele. Por mais que o doido mereça, ela não faz isso e, do mesmo jeito, continua sendo vítima de agressividade, loucura e insegurança. Cena comum essa. E insuportável. Tudo bem achar que sair de decote + minissaia é um pouco demais. E também concordo que tem muita mulher por aí que gosta de ser malandra, deixar os homens alucinados, roendo as unhas do dedão do pé, porque as das mãos já acabaram. Só que o assunto aqui é o ciúme sem propósito, do cara que é inseguro e, mesmo que a menina seja a mais fiel e dedicada das criaturas, ele fica mal.
Entre a mulherada inconformada, a única explicação possível é a seguinte: o cara é cafa. Sabe como é, o ser humano tem o terrível costume de achar que o mundo é um espelho e que todos pensam e agem como ele. Logo, o espertinho, em vez de se sentir culpado por ser um galinhão, fica morrendo de medo de que a menina também esteja batendo asas por aí. Acho até plausível, mas me convence mais a questão da insegurança, aquela história de não confiar no próprio taco. O cara tem uma auto-estima tão baixa que só consegue lidar com isso na porrada. Às vezes, literalmente.
O Norman Bates só não é Zé da Esquina porque ele tem identidade, personalidade e deixa claro: quem manda é ele. Mas o tipo obsessivo é o mesmo.
Muito se engana quem acredita que o amor fala mais alto e a namorada não larga o cara. Mesmo que ela o ame loucamente, não tem como aguentar e, no final, larga sim, mas precisa tomar coragem e medidas preventivas antes. Sem brincadeira, tem homem que pira quando leva um fora, persegue a namorada, ameaça se matar, matá-la e matar o primeiro que encostar nela, chora, grita, faz escândalo, liga para a mãe da coitada, enfim, horrores.
Se você for um ciumento leve, daqueles que não gostam de ex-namorados insistentes ou de ver a bonitinha rodeada de marmanjo, normal, só cuidado como vai lidar com a situação. Mas se for pesadão, daquele que controla cada passo da menina, acorda! Você não é dono de ninguém e vai acabar, na melhor das hipóteses, sozinho e, na pior, preso.

Eu, você e todo mundo
Homem cheio de amiga é o terror de qualquer namorada. Se for amiga de verdade, daquelas estilo irmã, é até aceitável, o problema é quando ele é o mister social e trata todas carinhosamente, com nominhos fofinhos, mil abracinhos e beijinhos. Pelos diminutivos, dá para sentir o tom pejorativo, né? É, irrita mesmo. Pior ainda é quando as amiguinhas tratam a menina mal, olham torto e ainda têm a coragem de chamá-la de sua namoradinha. Aí é o fim. Para você, homem, desligado e alheio aos problemas femininos, isso não deve significar muita coisa. Mas tenha certeza que a sua pobre garota fica doida com isso. E não é de ciúmes, acredite. É que é insuportável ter um namorado que não defende, impõe, cuida. Aí ela vira motivo de chacota e quem perde pontos é você. Também, parece que a menina tem que te dividir com todo mundo. Que fulana e beltrana conhecem você melhor do que ela. Que hoje não vai dar para sair porque vai jogar bola, amanhã também não porque vai ter uma festinha de despedida de algum amigo e por aí vai. Aprenda: mulher não gosta de ficar em segundo plano. Ela não precisa ser a razão da sua vida, mas também não dá para ocupar o último lugar da fila. Até porque o último lugar da fila é tão tedioso e solitário que abre espaço para procurar posições mais favoráveis nas filas alheias, como a daquele bonitão que sempre deu em cima dela e aguarda ansiosamente por uma oportunidade de mostrar como está disposto a dar toda atenção e amor do mundo, de braços (e que braços) bem abertos para a fofa.
Mostre o quanto ela é importante, seja carinhoso. Aí você me fala: mas eu sou péssimo para demonstrar meus sentimentos. Tá, mas mesmo concordando que mulher é literal até os ossos, acho que existem outras formas não-verbais de dizer à sua respectiva que ela é seu doce de coco. Se ela te conhecer bem, vai entender.
Muita gente nem se dá conta do quanto é valioso investir em um relacionamento bacana. É tão difícil achar uma pessoa que, além de legal, seja a sua cara e goste de você de verdade. Por isso, dê atenção para a sua namorada, cuide dela, faça a menina se sentir especial e única, ela merece.

A Última Banana do Planeta dos Macacos
Lembra do Zé da Esquina? Este é exatamente o contrário. Tem um ego tão inflado que faria Narciso ressuscitar do lago. Acha que a escolhida para ocupar o posto de namorada devia ajoelhar no milho seco e agradecer todos os dias por ter um homem tão maravilhoso ao seu lado. O cara se acha pacas. Ele e mais ninguém. Talvez a mãe ou uma e outra perdida, mas, no geral, este tipo incomoda muita gente. E nem se toca.
A namorada é uma vítima em potencial. Não pode ser mais bonita, inteligente ou fazer piadas mais engraçadas. Não pode aparecer mais, ganhar mais e ser melhor no videogame. Isso não significa que ele queira uma mula horrenda do lado dele, afinal, um adônis como ele precisa estar bem acompanhado. O que importa mesmo é que ela seja sempre menos.
O cara tenta anular a menina, amarrá-la aos pés dele, deixá-la em um papel secundário, aqui ela é a "namorada do Fulano", sempre apagadinha, sempre atrás.
Sim, ela pode ser uma Maria da Esquina Com Incentivo, mas é raro. Geralmente, ela nem percebe que está sendo "convertida" e, quando se dá conta, ou tenta mudar ou cai fora. Isso mesmo, cai fora. Ninguém aguenta viver à sombra do outro.
Engraçado no Última Banana é que essa concorrência ele só disputa com a menina, não se opõe ao amigo mais bonito, ao coleguinha de baia mais inteligente, ao cara do clube melhor no futebol. Porque é nesse ponto que entra a namorada-bode-expiatório. E é nela que ele aproveita para ficar por cima. Triste, né? Principalmente porque o cara faz questão de mostrar ao mundo a sua superioridade e joga a coitada lá no chão.
Mas tudo muda de figura quando a tal da coitada vira o jogo e manda o cara passear, bem longe de preferência. E só assim o bonitão tem consciência de sua perda, mesmo que não se dê conta de que foi provocada por ele. E, às vezes nem assim, já que falta a percepção de que não há santo que tolere essa egotrip e comportamento mesquinho. Afinal, a história é esta mesma: já que você se basta sozinho, fique sozinho.

Síndrome de Pinóquio
Pior do que homem que mente é homem que não sabe mentir. Aquele que é mau caráter mas não consegue ser malandro. Que tenta enganar a namorada, mas gagueja diante de uma perguntinha inocente. E é tão covarde que foge ao menor sinal de fumaça. Nenhum charme.
Não, não estou defendendo os cafajestes-mestres em absoluto. Deetesto esse tipo e morro de vontade de arrancar as unhas deles com alicate de mecânico. Mas já é um velho conhecido com a mesma fórmulinha de sempre. Sem segredo, só cai quem quer.
Agora o covarde é o fim da picada, porque além de tentar enganar a menina, não tem firmeza, não tem palavra, não tem nada, só uma cara de bocó que não comove nem a mãe dele. Quando mente, fica tão inseguro que se entrega sozinho, ou, metaforicamente, fazendo jus ao título, sente seu nariz crescer.
Ele não merecia nem esta coluna, não fosse pelo fato da máscara de pobre-coitado lhe cair tão bem no começo. O sujeito faz o gênero fofinho, queridinho, cachorro magro e perdido, que dá vontade de colocar no bolso. Aí a menina sozinha, desemparada, jura que nunca conheceu uma criatura tão gentil na vida e se encanta no mesmo segundo. E desencanta, lógico. Afinal, máscara que é máscara, tcharam, uma hora cai. Aí ela percebe que além do cara ser um bundão de primeira, ainda tem a pachorra de tentar fazê-la de besta, vê se pode. O desfecho é previsível: a furiosa garota, na sua condição de mulher-enganada-por-um-trouxa vira o diabo e manda o cara para o inferno com o rabo entre as pernas.
Fica como lição descobrir que é uma tolice fenomenal tentar ser algo que a gente não é. Principalmente se esse algo for ruim. Se você é bonzinho, não tente dar uma de pitbull. Assuma seu lado bebê e seja feliz, uma hora você encontra alguma garota que ache isso superlegal, por mais difícil que seja crer que as mulheres não gostam só dos maus. Mesmo sabendo que a maioria prefere, eu ainda acho que todo pé tem seu chinelinho, então acredite, você acaba encontrando a sua cara-metade.



Você deve estar me achando a mais exigente das criaturas e que eu não tenho nada mais a fazer a não ser buscar o protótipo do homem perfeito. Mas, com sua perspicácia masculina, pôde reparar que todos os meus padrões de fora-instantâneo acima têm muito em comum. Eles se misturam, às vezes se contrariam, às vezes se complementam.
Eu tentei fazer aqui um retrato das características realmente insuportáveis e que, no fundo, são tão ruins porque denotam a mesma coisa: falta de respeito. Afinal, o respeito mútuo é a base de qualquer relacionamento no mundo, seja sua namorada, seu amigo, sua mãe ou seu cachorro e, se ele não estiver nos mínimos detalhes, nada funciona.
Se eu fosse listar todas as coisas chatinhas, ainda colocaria: o que levanta a tampa da privada para sempre, o que deixa tudo espalhado como se tivesse tirado cada peça de roupa em um aposento diferente, o que muda constantemente os canais da televisão, o que não percebe que a namorada cortou o cabelo, pintou as unhas, sei lá, mudou alguma coisa no visual, o que fala que a menina está gorda, mas fica bravo porque ela recusa um chopinho, enfim, aquele monte de clichês que você certamente já conhece. Mas todas essas coisas fazem parte da convivência e não matam ninguém.
Onde importa mesmo é lá no fundo, é você saber que, a partir do momento que está com alguém, se torna responsável pelos sentimentos que causa na pessoa. Em partes, pelo menos. É aprender a viver, respeitar, conhecer, compartilhar. E ter prazer em tudo isso.
Namorar é legal mesmo e com o tudo o mais que já falamos é melhor ainda. Então, torço para que você ache a sua tampinha. Caso já tenha encontrado, comporte-se como uma boa panela e seja feliz.

17/11/2006
Lá vem ela

Você sabe aquela coisa que assola milhões de mulheres pelo mundo? Aquele fenômeno inexplicável que todo mês faz uma visitinha deixando um rastro de terror por onde passa? Que faz até o mais paciente e bonzinho dos homens sair correndo? Sim, é ela. A TPM.
Alguns incrédulos engraçadinhos afirmam, sem medo de morrer, que é uma desculpa para a gente deitar e rolar no período. Pois é, queridos, sinto lhes dizer que vocês estão enganados. Redondamente. Nós, pobres mulheres, sofremos de TPM sim, com exceção de algumas que foram abençoadas pela fada da Pré-Menstruação Tranquila, mas em compensação devem passar horrores com cólicas. Bom, de um jeito ou de outro a gente acaba sofrendo.
Acredite se quiser, a TPM é mais difícil para nós, mulheres que padecemos deste mal, do que para vocês, homens, parentes e amigos, nossas vítimas nesses cinco, às vezes mais, dias de terror e tortura. Além de virarmos monstros inchados e chorões, ficamos à flor da pele, altamente suscetíveis a bruscas alterações de humor. Qualquer gota d’água é um dilúvio, qualquer fechada no trânsito é a maldade do ano do cretino-sem-coração-que-deve-ter-comprado-a-carteira-de-motorista e qualquer mordida desavisada no nosso chocolate é fatal, para quem morde, é claro. Eu já chorei com a musiquinha do caminhão de gás, com discurso de Miss Universo, ouvindo David Bowie e quando o Nico voltou para a Grécia, e olha que eu nunca tinha assistido Belíssima na vida. Já tive crises de stress quando minha unha quebrou, meu cabelo embaraçou, a calça não entrou, o doce acabou e o despertador tocou.
O interessante da TPM é que é fonte inesgotável de conversas, pesquisas, discussões e brigas. Quem não tem não entende, quem tem não entende como quem não tem não pode entender! Entendeu? É, confuso, mas é isso mesmo. Porque no fundo, a única coisa que queremos é compreensão. Ok, vai, mentira, não é a única, também queremos ser amadas, paparicadas, elogiadas e todos os adas do bem. Mas essas são consequências que só acontecem se formos compreendidas! Senão é aquele vício: se eu estou histérica e quem estiver do meu lado resolver ficar também, aí eu fico mais ainda, aí a gente brinca de quem grita mais alto. E essa brincadeira, definitivamente, não tem a menor graça. Logo, companheiros, amigos, parentes e quem mais que tiver que aguentar esta época de crises, tenham paciência, muita, muita mesmo, aquela compreensão que nós já conversamos e perseverança, afinal, tudo acaba e a fofa volta a ser fofa. Até o mês que vem.

24/08/2006